sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Dia boring? Sem nada bom pra fazer ou ler?
Temos a solução! Está no ar a segunda parte (ou a primeira, depende de como você vai interpretar) do Guia de Episódios! Continuando a saga do desenho animado da Liga da Justiça, agora Sem Limites em…
Liga da Justiça sem Limites
Depois de duas temporadas fortes, com episódios duplos complexos e bem desenvolvidos, a Warner decide radicalizar. Em lugar de treze histórias divididas em episódios duplos, as mesmas treze histórias em episódios simples (mas que iam se interligando com o decorrer do tempo). Outra mudança na animação é que agora o foco dos desenhos não estava apenas nos sete fundadores, mas na infinidade de personagens menores do panteão da DC Comics. Caras como o Arqueiro Verde, Elektron, Capitão Átomo, Vigilante e heroínas como a Supergirl, Canário Negro, Vixen entre outros (e outras) eram os protagonistas das aventuras.
O que a principio poderia parecer uma enorme regressão, já que tirava do foco constante Batman, Superman e Mulher Maravilha e diminuía a pretensa força narrativa das historias confinando-as em historias mais curtas, na verdade, mostrou-se acertada, já que, no geral o nível não caiu.
Esse foi um daqueles exercícios bacanas que todo roteirista deveria se propor a fazer. Criar uma historia autocontida (apenas no final das temporadas é que víamos episódios duplos, triplos e até quádruplos – caso da 4ª temporada), mas que dessem a chance de ter seus elementos aproveitados futuramente e mais, com foco dividido entre os grandões (que não deixaram de aparecer, mas surgiam mais contidos em muitos momentos) e os coadjuvantes tradicionais, alguns menores que isso, verdadeiros vultos do passado da editora.
Outra ideia bacana que acabou sendo vista em quase todos os episódios é um sentido de camaradagem entre os membros da Liga, que em rondas no satélite dividiam o almoço, jantar, ginásio e até contavam sobres suas vidas pessoais. Um acréscimo bem vindo a uma mitologia quadrinhistica conhecida por parecer sempre distante dos problemas comuns, com seus heróis mais certinhos e politicamente corretos.
Assim como na primeira parte, não criei um guia episódio a episódio, mas uma seleção dos mais importantes, divertidos ou emocionantes episódios por temporada.
[Nota do Editor: Antes de mais nada, a abertura!]
3ª Temporada
For the Man who has Everything
Apesar do primeiro episódio da nova fase ser importante para apresentar a base de um “novo jogo”, ele é, digamos, simples demais. Por isso pulemos direto para o segundo que é um verdadeiro clássico. O único dos episódios do desenho adaptado dos quadrinhos é a versão animada do conto de Alan Moore sobre a planta maligna enviada por Mongul na comemoração do aniversário do Superman. No quadrinho, Batman, Robin e a Mulher Maravilha são os emissários, mas como o menino prodígio não faz parte da Liga, não aparece na versão animada. No geral as histórias são bem semelhantes: vilão cruel, presente que faz o Superman experimentar seu grande sonho e mantê-lo preso nessa realidade construída pela planta, Super tendo de abdicar de seus sonhos virtuais para voltar ao mundo real e a resolução com Mongul vitimado pelo próprio veneno. No quadrinho a ação de salvamento no quadrinho parte primeiro de Batman, que consegue retirar a planta de Superman sendo intoxicado em seu lugar (igual à animação), enquanto a Mulher Maravilha vai enfrentar Mongul e acaba perdendo. Robin por sua vez com auxilio das luvas especiais de Mongul retira a planta de Batman e depois que o vilão está quase derrotado pelo Superman, lança a mesma sobre o peito do vilão. Na animação toda essa questão é responsabilidade da Mulher Maravilha que também enfrenta Mongul, mas não padece.
Outra diferença, essa que faz falta na animação, é uma interação mais visceral entre Kal –El em seu sonho/projeção e seu pai Jor-El, onde muito sobre a personalidade do herói é mostrada. Além disso, o quadrinho coloca Jor-El como um paria, já que sua profecia sobre a morte de Krypton nunca se concretizou. A animação por sua vez, prefere se ater à relação entre Kal-El e seu filho e – ainda bem – mantém os momentos mais emocionantes do quadrinho na tela.
É difícil não considerar o episódio essencial, já que o texto em que ele se baseia é sensacional. Mesmo com as alterações para abrandá-lo, a animação é sim de alta qualidade. (Talvez até Alan Moore, não reclamasse desse episódio).
Melhor momento: Superman se abaixando diante de seu filho de mentira e dizendo que ele não é real, que é combinado com o eclipsar de seu planeta. Emocionante.
Kid Stuff
Mordred, o filho mimado e pentelho da bruxa Morgana, lhe passa a rasteira (na própria mãe, garoto “traquinas”) e usa o artefato encontrado por sua progenitora para lançar todos os adultos em uma dimensão paralela. Ao mesmo tempo, a Liga (os medalhões menos Mulher Gavião que permanece sumida) enfrentava bandidinhos meia-boca que tentavam roubar um banco. Quando todos são atirados para o tal limbo, Morgana oferece a solução, transformar os super-heróis da Liga em versões infantis para que possam enfrentar Mordred e vence-lo em seu próprio jogo.
Engraçadíssimo ver as versões jovens de Mulher Maravilha (mandona e apaixonadinha pelo Batman), Lanterna Verde (em um “belíssimo” visual nerd com óculos de aro grossos), Superman (abobalhado e viciado em comida), Batman (que continua ranzinza mesmo em versão pocket) e até mesmo uma versão baby do demônio Etrigan que vira a mascote na missão e responsabilidade de Mulher Maravilha que o trata como um legítimo bebê humano.
A trama em si não tem grande coisa, mas são os diálogos hilários entre adultos em corpo de criança estimulados pela psique infantil que fazem do episódio divertidíssimo.
Melhor momento: todos em que o Batman mirim passa vergonha tentando liderar uma equipe de pirralhos com super poderes.
This Little Piggy
Não existe episódio mais insólito e divertido do que essa preciosidade escrita por Paul Dini (criador da personagem Arlequina e roteirista de quadrinhos e da serie animada do Batman). Nele, vemos a queda da Mulher Maravilha pelo Batman ir um passo além, enquanto ambos estão em patrulha. Quando os dois descobrem que a pretensa assaltante que vigiavam é a feiticeira Circe, inimiga clássica da Mulher Maravilha, Diana acaba sendo vencida e transformada em uma porquinha rosada de braceletes. Cabe ao morcego encontrar uma forma de salva-la. Primeiro recorre à bela (talvez a personagem mais bonita de todo o panteão DC) maga Zatanna que usa seus poderes para localizar Circe, sem sucesso. No caminho a porquinha maravilha some e o morcego pede ajuda a um desses vultos que comentei no início do texto, o genial Fera Bwana, que – se minha memória não estiver destroçada pelo tempo – destacou-se (e ainda sim bem de leve) como coadjuvante nas histórias clássicas do Homem-Animal escritas por Grant Morrison.
Com sua ligação com os animais (nunca entendi por que não usaram logo o Homem-Animal em vez do Bwanna) ele fica responsável por localizar a porquinha pela cidade, enquanto Zatanna e Batman descem ao Hades para falar com Medusa, companheira de cela de Circe que dá a dica da motivação (bizarra e hilária) para toda a confusão armada por Circe.
O episódio culmina em um dos momentos mais insólitos da história dos programas de televisão, com um barítono Batman cantando uma balada romântica para vencer os planos da maga Circe. Sério. Vocês não leram errado. O-BATMAN-CANTA!
Apesar de a impressão ser de uma bobagem, esse clima bem humorado é muito bem construído e as risadas e aquela sensação de não estar se levando tão a sério assim, só faz bem ao episódio e a série. Uma pena que Dini tenha escrito tão poucos episódios da Liga. Seria bacana vê-lo escrever mais.
Melhor momento: poderia citar o episódio todo, mas a entrevista com a Medusa e o inacreditável número musical do Batman são maravilhosos!
Fearful Simmetry
Reunindo três dos “coadjuvantes” mais legais (e importantes) da animação esse episódio começa com a Supergirl tendo sonhos soturnos com uma versão de cabelinho chanel e digamos mais “bem servida” fisicamente, que vai passando por cima de inimigos de forma violenta. A jovem Kara recorre ao melhor coadjuvante da Liga, o sempre divertido Arqueiro Verde (e que na versão dublada em português ganhou a voz de Júlio Chavez, o eterno dublador de Mel Gibson, o que dá um ar cafajeste perfeito para Oliver Queen) e o sempre neurótico Questão (outro dos coadjuvantes mais importantes do desenho). A trama os leva ao professor Hamilton (outro que é figura fácil nos episódios do desenho e na série do Superman) e um projeto de clone, que é chamado de Galateia.
Não é daqueles episódios empolgantes em termos de ação ou humor, mas é importante por apresentar o professor Hamilton como alguém que esconde segredos e introduzir o clone de Supergirl, que voltará ao desenho futuramente. É um dos primeiros episódios a mostrar as primeiras peças do plano maior que culmina nos já citados quatro episódios finais da quarta temporada.
Melhor momento: não é um episódio de momentos marcantes, mas há revelação nos segundos finais do episódio é fundamental para o desenrolar dos episódios seguintes.
The Greatest Story Never Told
O Gladiador Dourado foi um personagem bacana durante a fase da Liga humorística no fim dos anos 80. Ao lado do Besouro Azul (Ted Kord), Fogo, Gelo e o Lanterna Guy Gardner protagonizaram histórias divertidíssimas. Desde então, o personagem nunca conquistou o mesmo respeito e prestígio nos quadrinhos, porém esse episódio focado nele é uma chance bacana para os mais novos conhecerem o personagem, mesmo que aqui ele surja mais – digamos – arrogante.
A trama se passa durante uma invasão do maligno mago Mordru que ocupa todos os grandes heróis da Liga de sua captura. Enquanto isso, os heróis “menores” são enviados para contenção de desastres e salvamento populacional. Entre eles, o Gladiador, ator do futuro que volta ao passado para ganhar dinheiro e fama como herói. Desesperado por seus objetivos se candidata à missão sem saber que sua função seria tão banal. Nada de enfrentar vilões ou coisa do tipo. No entanto, acidentalmente acaba se envolvendo em uma trama paralela em que um experimento cientifico em mau funcionamento pode destruir a Terra. O irônico titulo é sensacional já que, enquanto o mundo joga os louros a Liga por sua vitória contra Mordru, ninguém fica sabendo da verdadeira batalha pela sobrevivência do planeta, protagonizada pelo Gladiador.
Melhor momento: garotinho decepcionado depois de pegar o autografo do Gladiador. Ele queria o do Lanterna Verde.
The Return
Lembram do andróide Amazo? Aquele que copiava os poderes da Liga e quase os derrotou? Ele está de volta a Terra, mais especificamente em rota de colisão com Lex Luthor, que está se apresentando ao público como um homem regenerado e interessado em fazer o bem.
Esse é daqueles episódios meio “quem é quem”, já que uns 86 personagens diferentes surgem na tela, mesmo que os mais importantes (leiam-se com falas) sejam uma meia dúzia. Entre eles a Supergirl, o Sr. Destino, o Caçador de Marte e o Elektron. Time a time, os heróis vão sendo vencidos, começando no planeta Oa, quando Stewart – ainda traumatizado com o rompimento com a Mulher Gavião – decide trocar de lugar com Kyle Rayner (aquele mesmo, o substituto nos quadrinhos de Hal Jordan) e vê os Guardiões e a sede da Tropa serem destruídos diante de seus olhos.
No decorrer do episódio se revela que na verdade Oa não fora destruído, e que o plano de Amazo era mais filosófico. Depois de andar por todo o espaço-tempo recolhendo todo tipo de informação e conhecimento, o andróide descobre não ter mais um propósito e acaba sendo vencido por Luthor, um sujeito com um ego imenso e propósitos mil em sua vida. O Sr. Destino “adota” o andróide e decide lhe mostrar um outro lado da existência, talvez encontrando até mesmo um propósito para o andróide no caminho.
Melhor momento: atentem-se ao momento em que Luthor e Elektron estudam a planta de Amazo. E principalmente a revelação da nova morada da Mulher Gavião, agora despojada de suas vestes thanagarianas.
Dark Heart
Esse é daqueles episódios que se destacam por apresentarem mais peças no quebra cabeças do desenho como um todo. A trama é daquelas bem genéricas de quadrinho de equipe: artefato alienígena ameaça o planeta e só a Liga pode vencê-la. No caso, alienígenas com a tecnologia de replicarem-se a partir de qualquer material com ajuda de nanotecnologia (mais sci-fi e quadrinho impossível). O roteiro é de Warren Ellis (ele mesmo, o cara por trás de uma série de série de quadrinhos como Transmetropolitan, Planetary, Authority entre outros) e apesar de não ser brilhante, apresenta elementos fundamentais para o restante do desenho como o Raio “da Morte” posicionado na torre de vigilância da Liga no espaço, os nano robôs Coração Negro e o general Eiling, figurinha nefasta que volta em diversos momentos do desenho.
Melhor momento: Elektron se escondendo entre os peitos da Mulher Maravilha é uma ode ao nerd tarado.
Wake the Dead
Três garotos bobos e nerds tentam invocar um demônio para livrá-los dos valentões da escola. O objetivo da errado e a criatura invocada é ninguém menos do que o finado (duas vezes) Solomon Grundy, que ressurge muito mais poderoso, violento e sem consciência. É o episodio que marca o retorno da Mulher Gavião ao time regular da Liga, já que sua maça funciona muito bem contra a magia e talvez seja o único objeto capaz de deter Grundy. Ao lado dela, Superman, Mulher Maravilha, Aquaman (olha ele ai, o sumido), Sr. Destino, o andróide Amazo (agora do lado dos bonzinhos), a gata Vixen e seu namorado Lanterna Verde (a fila anda até no mundo dos heróis).
É bacana notar o desenvolvimento mais intenso da personagem da Mulher Gavião que não se perdoa por ser uma “traidora dupla”, sendo uma paria tanto em seu planeta Natal como em seu planeta adotivo. Mesmo com essa carga mais dramática, o episódio ainda tem bom humor, principalmente na relação entre Vixen e o Lanterna.
Melhor momento: Mulher Gavião usando sua maça para dar um “descanso eterno” a Solomon Grundy.
The Once and Future Thing Part One: Weird Western Tales
Um gênio, porém fraco, dominado por uma esposa chatíssima, viaja no tempo com sua máquina do tempo acoplada a um cinto, encontrando pequenos objetos históricos para sua coleção. Entre esses objetos está o cinto de utilidade do Batman que o vilão quase consegue roubar, mas acaba surpreendido pelo próprio Batman, ao lado de Lanterna Verde e da Mulher Maravilha. Em desespero o vilão usa seu poder para viajar no tempo sendo seguido pelos três heróis. Quando chegam ao destino, descobrem que estão em 1879, em meio ao Velho Oeste americano e que um vingativo cowboy roubou a tecnologia do inventor e domina uma cidade com tecnologia do futuro que inclui armas de laser e dinossauros robôs (!) como montaria.
Uma mistura de sci-fi com faroeste, recheada com super-heróis e com direito a participações especiais de personagens da DC que habitam esse mundo western, casos de Bat Lash, Pow Wow, El Diablo e o inigualável Jonah Hex é muito boa e divertida. Só por contar com a presença de Hex o episódio já vale demais. Além disso, o plot twist do final do episódio é bem pensado e que leva os heróis do passado remoto a um futuro apocalíptico.
Melhor momento: A conversa “de boteco” entre o Batman e o Lanterna sobre suas vidas amorosas e o cavalgar dos heróis no melhor estilo western ao som do tema de abertura da serie em versão faroeste são momentos impagáveis.
The Once and Future Thing Part Two: Time, Warped
Continuação direta e season finale do desenho. Uma vez no futuro, Batman, Lanterna e Mulher Maravilha precisam impedir o inventor, agora auto-intitulado Chronos (arrogante o menino) de destruir o tempo e suas existências (serious stuff, man!). Se o episódio anterior mostrava heróis antigos esse apresenta os “heróis da nova geração”, embora aqui não estejam tão novos. Super Choque, aqui um coroa de rasta e cavanhaque grisalho, o inédito Virgil Hawkins e o nosso amigo Terry McGinnis, vulgo Batman do Futuro, além do velho Bruce que conversa com o Bruce não tão velho em cena sensacional.
A graça, assim como no episódio anterior estão nessas participações, já que a trama é óbvia e o final previsível. O único destaque é a identidade de Virgil Hawkins, que detém as características de seus pais o que é um choque para um dos membros do time (e sim, dessa vez serei legal e não darei spoilers aqueles que não viram).
Melhor momento: o velho Bruce dando esporro no Morcego por seus métodos fracotes de interrogatório.
4ª Temporada
The Cat and the Canary
A quarta temporada começa com um episódio mais simples, sem a grandiosidade dos que encerraram a temporada passada. Focando-se nos tais coadjuvantes que comentei vemos pela primeira vez a relação clássica das hqs entre o Arqueiro Verde e a Canário Negro, aqui ainda incipiente. A trama mostra a Canário descobrindo que seu mentor e parceiro Pantera (clássico personagem da Sociedade da Justiça e responsável pelo treinamento de vários heróis entre eles o Batman) está ganhando dinheiro em lutas ilegais entre “meta-humanos”. O foco é a relação entre os dois, a questão do envelhecimento de um herói, que se vê sem espaço em meio aos mais jovens e a solidificação do caso de amor entre o coadjuvante mais bacana da série (o Arqueiro) e a mais bela e estilosa das heroínas: a Canário Negro.
Melhor momento: a luta entre o Arqueiro Verde e o Pantera. Brutal (padrão desenho moçada), ainda dá chance para o Arqueiro mostrar toda sua inteligência.
The Doomsday Sanction
Esse é o episódio em que as peças colocadas apresentadas na terceira temporada são finalmente unidas, nos mostrando o todo (ou quase). Tudo começa quando o Batman invade a casa de Amanda Weller (a chefe do Cadmus, responsável pelo clone da Supergirl e por uma política de medo em relação a Liga) e a interroga a respeito dos eventos envolvendo Lex Luthor e sua mudança de comportamento. A partir daí vemos a organização governamental secreta se desfraldando ao mesmo tempo em que a Liga também se prepara para uma eventual batalha. A trama trás de volta o Apocalipse (aquele mesmo) que foi visto em um episódio (que não é grande coisa e por isso não figurou na minha lista) em que uma versão alternativa da Liga vem a nossa dimensão para tomar conta do planeta. Nessa realidade alternativa, por exemplo, Superman cansado de Lex Luthor, e vendo-o como presidente (coisa que já aconteceu nos quadrinhos também) o mata. O monstro Apocalipse, nesse episódio citado, acaba lobotomizado pelo Super malvado. Nessa segunda aparição, revela-se que o monstro era uma criação do Cadmus, criada a partir do DNA do Super e condicionado a odiá-lo. O cientista responsável por seu confinamento, vê-se humilhado por Waller e seus asseclas e decide soltar o bicho, instigando-o contra seus inimigos. Claro que a coisa não dá certo e ele parte para tentar matar – novamente – o Superman.
Esse é o primeiro dos episódios “sérios” da temporada, com o discurso governo de humanos vs heróis super poderosos que se abrigam num satélite no espaço em pauta. A trama coloca os heróis, focando-se obviamente no Superman em salvamento a uma ilha no Caribe vitimada por uma erupção vulcânica.
O combate entre o Super e Apocalipse é violento, e tem consequências morais importantes, principalmente na relação entre o Batman e o azulão, uma vez que Batman salva o dia levando um dos jatos da Liga para interceptar um míssil lançado por esse grupo governamental destinado a extinguir Apocalipse (uma fera incontrolável) e de quebra o Superman.
Melhor momento: o salvamento épico da ilha e do Superman, por um Batman em um dos jatos da Liga.
Task Force X
Um ex-condenado a morte é libertado no último segundo e levado por um misterioso homem para se unir a uma organização secreta. O homem solto é o perigoso Deadshot e ao lado do Rei dos Relógios, Plastique e do Capitão Bumerangue formam a Força Tarefa X com o objetivo de recuperar o Aniquilador, uma armadura mística sob o domínio do deus Ares.
O episódio é montado como um filme de roubo, nos mostrando todos os preparativos para o assalto, sempre – é claro – sob o ponto de vista dos vilões. Destacam-se as ações do grupo para conseguir seu intento e a revelação de seu empregador.
Melhor momento: toda a execução cronometrada do plano dos vilões.
The Balance
Episódio menor, mas muito importante por ser a continuação indireta do roubo do Aniquilador. Nele a feiticeira Tala está tentando destruir a vulnerabilidade da armadura, enquanto seu mentor, o mago Felix Fausto permanece preso dentro do espelho depois de sua tentativa de destruir as amazonas ao lado de Hades. O roteiro não é grande coisa fazendo Fausto facilmente conseguir escapar do espelho pedindo para sua assistente (claramente a feiticeira mais tapada da história) repetir frases ditas por ele. Sério.
O que faz esse episódio entra na lista é que a ação é bem boa, a ambientação mitológica sempre é bacana e principalmente porque marca a aproximação entre a Mulher Maravilha e a Mulher Gavião. Ambas cabeças duras e com personalidades fortes, mas que encontram uma forma de trabalharem juntas.
Melhor momento: a aparição do deus Hermes, aqui totalmente fanfarrão (ao melhor estilo Flash, certamente não é coincidência).
Double Date
A Caçadora é banida da Liga depois de tentar assassinar um antigo inimigo vindo diretamente de seu passado. Desesperada por encontrar pistas sobre o paradeiro de seu alvo, apela ao Questão, nosso notório paranóico. Ele está em busca de informações sobre o Cadmus e ela diz que caso ele o ajude, entregará informações.
Novamente reunindo três coadjuvantes dos mais bacanas da série, Double Date é um episódio sobre relacionamentos, no caso o de Questão e Caçadora e o de Arqueiro Verde e a Canário Negro. Também trata da impulsividade da Caçadora e fala sobre seu passado. Escrito pela roteirista de quadrinhos Gail Simone (responsável entre outras series por ter escrito Birds of Prey por um tempo, serie que contava com a Caçadora entre suas protagonistas).
Melhor momento: notar o fato de que o pai da pequena Helena Bertinelli (Caçadora) foi desenhado para parecer o máximo com Scarface de Al Pacino.
Clash
Único episódio até então a contar com o Capitão Marvel, o humano mais poderoso do mundo e capaz de rivalizar em força bruta com o azulão. A trama tem duas frentes, a primeira mostra a desconfiança do Superman com esse novato e a segunda mostra Lex Luthor e seus sempre questionáveis planos. Na historia ele pretende criar uma serie de casas populares para os carentes, continua em sua campanha presidencial e conta com o ceticismo do Homem de Aço. Por outro lado, o Capitão (que para quem não sabe é o garoto Billy Batson transformado em herói) sempre dá o benefício da dúvida e é mais otimista, muito por sua personalidade bonachona e despojada.
Esse episódio abre espaço para a percepção – vinda de dentro, representada pelo Capitão Marvel – de que a Liga deixou de ser um grupo de herói para parecerem mais com uma policia mundial não oficializada.
Melhor momento: Batman dizendo ao Superman que o Capitão Marvel é um “cara legal”, além da briga homérica que destrói metade de Metropolis entre Superman e o Capitão.
Question of Authority
Primeiro dos quatro episódios que encerram a temporada, trata da descoberta do Questão sobre os acontecimentos no multiverso (recapitulando: aquele em que Luthor é o presidente e o Superman o mata, lembraram?) e sobre a virada de casaca do Capitão Átomo convocado pelo general Eiling para voltar a sua patente militar. Ainda mais paranóico do que antes, Questão resolve fazer o que – na visão dele – o Superman fará quando Luthor for eleito presidente. Isso mesmo, amiguinhos, nosso herói sem face tenta matar Luthor usando… sua gravata! Yep! A GRAVATA! No melhor estilo estrangulamento da máfia, mas é claro que isso não dá certo e um Luthor sem câncer (recapitula 2: lembram aquele episódio que o Humanóide cria o traje verde pra conter o câncer, vejam a parte um do nosso Guia para lembrarem) e mais forte domina o herói e o leva para uma violenta tortura em um complexo secreto do Cadmus (tortura padrão desenho).
Começa a ser desvendado o plano para o extermínio da Liga. O episódio termina com um violento clifhanger, com um Superman sendo atacado pelo Capitão Átomo, quando este está ajudando a Caçadora a resgatar um detonado Questão.
Melhor momento: Superman descobre a verdadeira lealdade do professor Hamilton e este faz um discurso sobre o medo do homem comum contra os super seres.
Flashpoint
Começando exatamente quando o episódio anterior se encerrou, Capitão Átomo e Superman saem na porrada, enquanto a Caçadora consegue levar Questão para fora do complexo militar e é transportada para o satélite da Liga. Super acaba vencendo o Capita e também se dirige para o satélite. Quando um grupo de heróis, incluindo a sempre bacana Supergirl e o nosso rebelde favorito Arqueiro Verde discutem sobre um ataque ao Cadmus, alguém (Lex Luthor) toma os controles do tal “raio da morte da Liga” (lembram dele?) e atiram em uma instalação (desativada) do Cadmus no Novo México destruindo-a e atingindo uma cidade próxima. Em retaliação, aquele grupo secreto que envolve o Cadmus, uma parte do exército e a nossa querida Amanda Weller decidem enviar o clone da Supergirl liderando os clones dos Ultimens (que não comentei aqui, mas são heróis criados em laboratório pelo Cadmus e que em sua primeira aparição eram financiados por Maxwell Lord, o mesmo que financiava a Liga humorística dos anos 80 e que virou vilão nos quadrinhos atuais) para destruir a Liga.
Uma curiosidade é que é possível fazer uma comparação entre os Ultimens e personagens que não vinham dos quadrinhos do saudoso desenho dos Superamigos. Vejamos: os irmãos gêmeos Shifter e Downpour têm poderes iguais aos do Super Gêmeos, Long Shadow cresce alguns metros como o Chefe Apache, o Wind Dragon faz vento como o Samurai e tem feições latinas como o El Dorado e o Juice é a cópia do Vulcão Negro.
Melhor momento: A briga entre Capitão Átomo e Superman e a sequência do raio destruindo a base do Cadmus.
Panic in the Sky
Na terceira do mega episódio final, a trama novamente começa no momento em que o episódio anterior terminou, com o exército de Ultimens e a clone da Supergirl se dirigindo ao satélite da Liga. Enquanto isso, os sete fundadores (seis da verdade, já que o Batman pula fora) decidem se entregar ao governo como prova de boa fé, até a culpa pelo disparo do raio do satélite ser esclarecida. Além disso, resolvem desativar o raio mantendo os membros “coadjuvantes” nessa função.
Batman por sua vez, interroga Weller e a faz pressionar seu grupo para investigar Luthor, até então imune das investigações. Weller faz seu dever de casa e descobre a traição de Luthor e ai é que a trama da uma desabada.
Apesar de gostar da ideia da trama, me parece uma solução simplista demais. (MEGA SPOILER) Em vez de colocar Luthor como responsável pelos planos por ser simplesmente um sujeito malvado e etc., o roteiro aponta uma “possessão” causada por Brainiac e que faz ponte com um antigo episódio da serie animada do Superman (?). O grande plano era de Brainiac, dominar tudo, destruir tudo e transferir a consciência de Luthor-Brainiac para um clone do robô Amazo (lembram do episódio em que ele retorna? Pois é, Luthor deu uma boa olhada na planta do robô). Ta certo que é uma trama com super-heróis, mas essa saída é muito fácil e tira a responsabilidade de Luthor sobre tudo. Embora (e ai vem à graça da escolha) de pano pra manga na próxima temporada.
Melhor momento: Supergirl frita seu clone com um choque monumental vencendo a batalha contra os Ultimens (controlados pela garota clone). Luthor se transformando no híbrido de homem-máquina.
Divided We Fall
A batalha final, com a Liga no encalço de Luthor tentando a todo custo vence-lo. Episódio cheio de ação e com um herói acidental. Depois de ser derrotado uma vez pela Liga, Luthor-Brainiac decide ir atrás do Coração Negro e com sua tecnologia expandir seus “tentáculos tecnológicos” por todo o planeta. A ideia é absorver tudo, todo o conhecimento possível na existência. Luthor faz um acordo com Brainiac e decide assimilar todo o conhecimento e recriar o universo a sua semelhança (sério, e tudo se resumiu a “e vamos dominar o mundo”. Cadê o gif do Cérebro?).
A graça é a resolução desse imbróglio todo, com o nosso fanfarrão Flash vibrando seu corpo a uma velocidade absurda conseguindo desmontar Brainiac-Luthor e pulverizar o andróide, “salvando” Luthor e o planeta. Well done Flash!
Melhor momento: o discurso esquerdista do Arqueiro Verde chamando na “chincha” um Superman cabisbaixo que decide acabar com a Liga.
Epilogue
Um dos episódios mais bacanas e sérios de toda a serie, coloca um Terry McGinnis (o Batman do Futuro) mais velho e um Bruce Wayne matusalém, discutindo sobre alguma revelação bombástica de seu passado. McGinnis decide invadir a casa de Amanda Weller, igualmente bem idosa para saber a verdade sobre seu nascimento. O episódio entrecorta três momentos no tempo. O hoje (na verdade 65 anos no futuro da série, mas enfim, o “hoje” do episódio), Terry e suas discussões com Bruce – apresentados num estiloso p&b widescreen – e a história – curtinha é verdade – sobre a morte da Ás (lembram, aquela que o Coringa usou no episódio das bombas em Las Vegas), que está sucumbindo diante do próprio poder.
Nesses momentos tocantes, é o Batman quem se encarrega de ficar com a personagem até sua derradeira hora, sendo responsável por diálogos curtos, mas, bastante impactantes.
Weller revela a verdade sobre a identidade de McGinnis e dialoga bastante (anos antes de Nolan em sua trilogia Batman) com a ideia de que o mundo sempre vai precisar de um Batman e que todos os meios são validos para esse intento.
Sério e com uma resolução bonita, é uma declaração de amor ao personagem do morcego e seu simbolismo como guardião das sombras.
Melhor momento: o já citado derradeiro momento de Ás é de cortar o coração.
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