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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

On 06:09 by papa in , ,    No comments
*Aquela postagem atrasada no tempo mas que ainda é válida porque as coisas seguem na mesma*

Aproveitando a deixa do conflito que se instalou na Ucrânia, do avião civil que foi abatido e da carnificina praticada na guerra civil da Síria, que começou em março de 2011 e matou mais de 160 mil pessoas, expulsou cerca de 3 milhões de refugiados e deslocou muitos outros dentro do país, quero compartilhar uma matéria que encontrei enquanto lia o blog Relativamente Interessante.
Ele relata outras atrocidades ou desastres não menos importante que as evidenciadas pela mídia global, que acontecem em outros países mundo afora! E como eu sei que vocês adoram discutir e comentar posts interessantes, vou me esforçar para trazer alguns que vão deixar vocês satisfeitos!

10. Refugiados da Crise da Eritreia

Eritreia nem parece estar no mapa de tão esquecida ou até mesmo desconhecida por muitos (inclusive eu). Este país é governado por uma das maiores e piores ditaduras em atividade no mundo!
No governo do presidente Isaias Afewerki, as crianças são recrutadas para serem usadas como soldados, milhares são forçadas ao trabalho escravo e pessoas inocentes são rotineiramente sequestradas. Sem surpresa, milhares escolhem fugir do país e a política de “atirar para matar” prevalece para qualquer cidadão que deseja sair das suas fronteiras. Aqueles que conseguem sair vivos do país, muita vezes acabam em campos de prisioneiros em países vizinhos ou simplesmente são presos e deportados de volta à Eritreia, e quando retornam nunca mais são vistos.
Em outubro de 2013, a ONU admitiu que a situação dos refugiados estava ficando “desesperadamente triste”. Com cerca de 300.000 pessoas fugindo da Eritreia a cada ano, as coisas estão chegando a um ponto de rutura. No entanto e lamentavelmente, a Eritreia não recebe mais do que uma nota de rodapé na maioria dos sites de notícias.

9. Fome em Mali

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (1)
No final de 2013, as forças da ONU anularam um levante terrorista no norte de Mali. Apesar de uma atrocidade em larga escala ser evitada, toda esta luta teve um efeito inesperado. As comunidades mais atingidas pela seca recente descobriram-se incapazes de produzir uma colheita de novo no ano seguinte. O resultado é uma crise alimentar que pode ficar desesperada a qualquer momento.
De acordo com a Visão Mundial, mais de três milhões de malianos correm o risco de ficar sem comida nos próximos seis meses. Atualmente cerca de 800 mil já estão morrendo de fome e a desnutrição está causando estragos na saúde de 400 mil crianças. Ao mesmo tempo, a falta de financiamento é o que torna difícil para as agências de ajuda fazerem alguma coisa para ajudar e combater o desastre em andamento.
Infelizmente as notícias não são boas, e estima-se que atualmente 50.000 crianças estejam a morrer em agonia.

8. Guerra Civil na Colômbia

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (2)
Desde 1964, a Colômbia está num estado de guerra civil constante. Grupos terroristas de esquerda FARC e ELN viraram grandes extensões do país. Embora a própria guerra seja rotineiramente relatada na imprensa do mundo, um aspeto é menos bem conhecido: existem na Colômbia cerca de 4,9 milhões de refugiados internos.
Sem-teto, sem dinheiro e ignorados pelo seu próprio governo, os deslocados colombianos estão estrelando o seu próprio filme-catástrofe em câmara lenta. A Caridade Especialista IDMC estima que 94%o do povo está vivendo na pobreza e 77% vive na “pobreza extrema”. Isso significa que eles têm de sobreviver com menos de U$ 1,25 por dia.
Para a maioria desses refugiados, a vida significa ser violentamente agredidos nas ruas da favela, sequestrados e estuprados ou forçados a tornar-se um guerreiro para as FARC. O governo colombiano, por sua vez, trata-os como um incômodo e um “é melhor esquecer”.
Mas parece que ainda há esperança para que neste ano de 2014 seja o ano das FARC finalmente serem desarmadas, a fim de acabar com a mais longa guerra civil do mundo.

7. Crise na Saúde em Camarões

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (3)
Camarões é muito menos conhecida do que a sua famosa e conflitiva vizinha Nigéria. Mas o país sofre de uma crise terrível onde a saúde encontra-se à beira de um colapso.
Um colapso total da saúde seria ruim o suficiente até mesmo na sociedade mais saudável. Mas, em Camarões, poderia ser uma sentença de morte para todo o país. As altas taxas de HIV já estão fora de controle, e mais de 50 mil crianças sofrem com a doença. Além deste quadro tenebroso, estas centenas de milhares de crianças estão passando fome agora, resultando numa segunda epidemia de crianças severamente abaixo do peso.
E como se isso não fosse o suficiente, a malária também é endêmica na região, contribuindo para a taxa de mortalidade infantil estratosférica de Camarões.

6. Limpeza Étnica na Política da Birmânia

O vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi inesperadamente libertado da sua prisão Mianmar e, em seguida eleito em 2012. Muitos declararam que o desastre do país em relação aos direitos humanos chegara ao fim. Mas algo novo e maligno começou a acontecer neste páis: a limpeza étnica.
Desde 2012, a minoria muçulmana de Mianmar tem sido alvo de extermínio por violentas milícias budistas. De acordo com informações da polícia local, casas foram totalmente queimadas, corpos foram mutilados e crianças foram assassinadas. A crescente violência tem descolado quase um quarto de um milhão de pessoas para acampamentos com saneamento inadequado, proporcionando um quadro com mais mortes no histórico atual da Birmânia.
A Human Rights Watch acusou o governo de “discriminação patrocinada pelo Estado”, que mata na tentativa de limpeza étnica. Infelizmente, o seu relatório tem recebido muito pouca atenção do público.

5. Problema dos romanos em Kosovo

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (4)
Em Kosovo aconteceu a última grande crise de refugiados do século 20. Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas pelo conflito e milhares foram mortos. Mas talvez nenhuma etnia tenha sofrido tanto quanto os romanos de Kosovo.
Ao longo de 16 meses brutais, 9 em cada 10 romanos viram as suas casas destruídas e os seus bairros invadidos. Os sobreviventes fugiram ou foram para os campos de refugiados com pouco saneamento básico, habitação inadequada e produtos químicos mortais contaminando o solo. E mesmo após 15 anos do término do conflito, muitos deles ainda continuam no local.
Dizer que as condições nestes campos são abismais seria um eufemismo. Em Konik, um acampamento de Montenegro, as famílias são arrebanhadas em contentores e deixadas para apodrecerem. Durante o inverno brutal de 2012, todo o acampamento ficou sem eletricidade. Crianças alojadas no acampamento Mitrovica, agora fechado, foram expostas a níveis de chumbo tão tóxicos que adquiriram deformidades pelo corpo.
Embora muitos tenham sido devolvidos à sociedade de Kosovo, a maioria ficou exposta à discriminação e à pobreza extrema.

4. A Situação das crianças da Libéria

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (5)
Em janeiro de 2014, o governo liberiano fez um anúncio chocante: de todos os casos de estupro reportados à polícia em 2013, mais de dois terços envolviam crianças com idades entre 3 e 14 anos.
Segundo a UNICEF, mais de 130 casos de violência sexual contra crianças são relatados na Libéria a cada mês. Muitos dos perpetradores nunca são levados à justiça, mesmo quando o resultado é assassinato. Para piorar a situação, as vítimas que testemunham, correm o risco de serem condenadas ao ostracismo pelas suas comunidades, mas os crimes muitas vezes não são notificados. Aqueles que fazem falar encontram-se no lado errado de um sistema de justiça que poderia resumir a sua atitude para com os direitos das crianças com um encolher de ombros simples.
Dê um passo para trás e as coisas ficam ainda mais sombrias. A Libéria é um dos “melhores spots” do mundo para o tráfico de crianças, um eufemismo para dizer que as pessoas lá aprisionam e repetidamente estupram crianças sem uma única dor de consciência. Orfanatos locais são conhecidos por prostituir os seus detentos, enquanto as empresas comerciais vão comprar crianças com menos de 10 anos de idade para usar como trabalho escravo. É como se o país fosse um buraco negro gigantesco para a empatia e esperança e as coisas não mostram nenhum sinal de melhora.

3. Os imigrantes do México

Não é nenhum segredo que os trabalhadores mexicanos muitas vezes apontam seus olhos para a fronteira norte-americana. Mas uma parte da história muitas vezes fica de fora: os horrores extremos que esses imigrantes enfrentam na sua jornada.
Segundo a Anistia Internacional, os trabalhadores que cruzam o México são rotineiramente sequestrados, estuprados e assassinados por gangues locais. As autoridades não se esforçam em fazer nada a respeito, e pelas estimativas da Anistia, essa indiferença resulta em dezenas de milhares de mortes e agressões a cada ano.
Graças à segurança reforçada e à presença de milícias, atravessar a fronteira tornou-se praticamente uma sentença de morte. Os migrantes enfrentam o deserto do Arizona numa área conhecida como a queima do Corredor da Morte. Desde 2001, esse trecho de deserto já matou 2.100 pessoas. Mas, nos últimos quatro anos, a contagem de corpos realmente decolou com números vertiginosos e alarmantes.

2. Crianças famintas do Sudão do Sul

Assim como Mali, Sudão do Sul é uma região que ainda se recupera de um conflito sangrento e catastrófico. E por lá, a luta também deixou sequelas terríveis. Com quase nada a ser colhido no norte do país este ano, estima-se que mais de um milhão de crianças esteja à beira da inanição.
De acordo com a caridade World Vision, a desnutrição é endêmica na região. E para piorar a situação muitas destas crianças estão ficando sem teto. Perdidas, com fome e confusas, muitas delas têm recorrido a comer folhas e detritos, e muitos comem qualquer coisa, literalmente.
A UNICEF atualmente estima que o desastre absoluto só pode ser evitado com o lançamento de uma operação humanitária de 75.000.000 de dólares. Essa meta parece ser improvável de se atingir, e a previsão é que uma névoa de morte está pra chegar em todo o Sudão do Sul em junho, matando cerca de 1,25 milhões de crianças.

1. O Desastre da república Centro-Africana

10 desastres humanitários da atualidade ignorados pelo mundo (6)
E por fim, o Conflito entre muçulmanos e cristãos choca pela barbárie na República Centro-Africana. Um quarto da população está em perigo eminente de morrer de fome. Ataques violentos de milícias cristãs a minorias muçulmanas obrigaram quase 1 milhão de pessoas a sair de suas casas à procura de locais seguros para sobreviver. Segundo a estimativa da ONU, o confronto gerou 935 mil refugiados e deslocados até aqui, aproximadamente 20% da população do país, número que dá a medida do desastre. Poucos campos foram criados e muitos foram deixados a apodrecer à beira da estrada. O alimento é quase inexistente e com a temporada de chuvas que está por vi, um surto devastador de cólera pode estar a apenas algumas semanas de distância.
A população dentro dos campos de deslocados encontra-se protegida por exércitos internacionais, mas à mercê da subnutrição, malária e falta de água potável. Os centro-africanos que não se mudaram estão expostos à guerra entre Sélékas e anti-balakas e continuam reféns das demonstrações de força covardes que as milícias infligem àqueles que são inocentes, mas que estão no meio do fogo cruzado. No começo de abril, a ONU criou uma missão de paz com 12 mil membros, sendo 10 mil militares, para proteger os civis na RCA. O número de centro-africanos que necessitam de ajuda humanitária já atingiu 2,2 milhões. Em seu relatório pós-visita, Ban Ki-moon relembrou o genocídio perpetrado em Ruanda, há 20 anos, movido por razões semelhantes às que movem as milícias inimigas na RCA. “Como eu vi em Ruanda, as comunidades que passaram por trauma nacional maciço podem aprender a viver juntas mais uma vez em relativa harmonia. Esse é o espírito que os líderes e o povo da RCA devem reacender. A comunidade internacional tem uma oportunidade de ajudar e uma obrigação de agir.
O mundo não pode deixar de observar estas e outras tragédias que ainda afligem vários países pobres. Quando aquele terramoto atingiu o Haiti em 2010, a cobertura global levou a um número recorde de pessoas que procuraram a Cruz Vermelha para ajudar. Até hoje, o 11 de setembro continua a inspirar as pessoas para ajudar. Mas se for possível trazer esses desastres terríveis para a luz, talvez possamos fazer o mesmo para o povo da República Centro-Africana e o resto das vítimas esquecidas do nosso mundo.

Via: Ah Duvido

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

On 14:48 by papa in , , , ,    No comments
Os sonhos são um dos últimos grandes territórios não mapeados da civilização humana. Nós passamos milênios tentando interpretar porque nossas mentes criam tais paisagens bizarras e sobrenaturais enquanto dormimos. Agora, a ciência está tentando descobrir o que acontece quando sonhamos, por que sonhamos, e afinal de contas o que os sonhos significam. Nós já sabemos que existem algumas conexões verdadeiramente bizarras entre a realidade e o imaginário surreal do mundo dos sonhos e listamos algumas:

10. A solidão aumenta o número de sonhos

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Todo mundo sonha, mas não da mesma forma. Isso é uma coisa que o neurologista Patrick McNamara descobriu em 2001, quando começou a trabalhar na ideia de que as relações sociais afetam os sonhos. Sua equipe testou 300 estudantes universitários que foram classificados com base em seu estado de apego – quão confortável eles estavam com a intimidade e qual seria a probabilidade de evitar um relacionamento. A condição de apego foi separada entre “seguros” e “inseguros”.
McNamara descobriu que os estudantes que estavam no topo da escala insegura de apego tinham mais sonhos todas as noites, e com maior nível de detalhe, do que os alunos seguros. Curiosamente, os sonhos do grupo inseguro também foram classificados como muito mais mórbidos e intensos do que os do outro grupo.
Uma vez que a área do cérebro conhecida como córtex temporal anterior é importante tanto para o apego quanto para a fase REM do sono, o que pode estar acontecendo é que o aumento no número de sonhos preenche a lacuna para pessoas que não estão apegadas a ninguém ou não mantêm relações fortes com outras pessoas.

9. Videogames podem causar sonhos lúcidos

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O sonho lúcido é a capacidade de reconhecer o fato de que você está em um sonho. Depois de fazer isso, você é capaz de controlar o que acontece – você pode voar, ter relações sexuais, ter relações sexuais voando, ou seja, basicamente qualquer coisa que sua mente imaginar. Não surpreendentemente, isso é algo que um monte de pessoas se esforça para ter a cada noite, e livros inteiros que pretendem ensinar o leitor como ter um sonho lúcido já foram escritos. Bem, o que ninguém esperava é que tudo que temos que fazer é jogar videogame.
Jayne Gackenbach, da Grant MacEwan University, no Canadá, acredita que o tipo de controle de ambiente e consciência espacial que você tem ao jogar em um ambiente de jogo sobrepõe-se a como você percebe um ambiente de sonho. Isso torna mais provável que um jogador – em comparação com um não jogador – “tome o controle” do ambiente e tenha um sonho lúcido.
Ela também descobriu que os jogadores eram menos propensos a ter pesadelos: quando eles eram ameaçados nos sonhos, eles atacavam a ameaça e a transformaram em um desafio, em vez de fugir ou se assustar.

8. Animais se lembram dos seus sonhos

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A velha questão de por que sonhamos pode ter sido finalmente respondida – graças aos ratos. Matthew Wilson, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT, nos EUA, descobriu que quando os ratos foram treinados para correr em torno de uma pista circular, sua atividade cerebral tinha um padrão muito específico. Mais tarde, Wilson escaneou os cérebros dos ratos enquanto eles dormiam e descobriu que, em cerca de metade dos ratos, exatamente o mesmo padrão neurológico estava ocorrendo enquanto eles estavam em sono REM – os ratos estavam correndo o circuito novamente em seus sonhos.
Os dois exames foram comparados para que os pesquisadores pudessem realmente descobrir o que aquilo significava. Segundo eles, isto sugere que os cérebros dos ratos armazenaram as informações repetindo-as – na mesma velocidade da vida real, vale ressaltar. Wilson acredita que uma das principais funções dos sonhos é solidificar as memórias. É por isso que nós somos melhores em lembrar algo se aprendemos aquilo logo antes de dormir.
Isso também pode estar relacionado com o fato de que…

7. Pessoas com amnésia têm os sonhos mais estranhos

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Se nossos sonhos ajudam com a nossa memória, o que acontece quando você tem amnésia? A resposta: você não tem absolutamente nenhuma ideia sobre o que você está sonhando, mas sonha mesmo assim. Existem diferentes tipos de memória; amnésicos geralmente não podem armazenar novas memórias “declarativas” ou “episódicas” – fatos específicos ou referências de tempo (como quando ou onde você aprendeu alguma coisa). Mas quando amnésicos foram instruídos a jogar o jogo Tetris, eles sonhavam com isso de qualquer maneira, apesar de não lembrarem do jogo no momento em que foram dormir.
Os participantes do estudo foram acordados e questionados sobre o que viram nos sonhos. Três de cinco descreveram ter visto “blocos caindo e girando”, mesmo que eles não tivessem nenhum contexto para esta memória. Uma vez que uma grande parte do sonho está armazenada em nossas memórias recentes, amnésicos devem se deparar com esses tipos de imagens bizarras regularmente. Mesmo nos nossos sonhos mais bizarros, nós podemos normalmente identificar uma abundância de objetos familiares – para pessoas com amnésia, estas imagens parecem vir do nada.

6. Sonhos bizarros são um processo de classificação de memórias do cérebro

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O estudo com amnésia e o Tetris fizeram o seu autor, Dr. Robert Stickgold, criar uma outra hipótese sobre sonhos. Na verdade, sobre a razão para eles serem tão estranhos. Ele descobriu que amnésicos mantêm a aparência de um evento, mesmo que não possam conscientemente se lembrar dele, mas por algum motivo o cérebro reproduz as imagens durante o sono.
Sua teoria é que os sonhos aparentemente mais bizarros – aqueles em que você está em um restaurante com o seu professor de educação física da quinta-série, mas as cadeiras são feitas de gelatina vermelha e seu cachorro é o garçom – são o cérebro indexando diferentes estímulos para encontrar conexões. Seu cérebro está puxando o arquivo de memória do seu cachorro e comparando-o com o que você sabe sobre o seu professor de educação física, para ver se eles devem ser arquivados juntos. Stickgold define que o cérebro está “à procura de referências cruzadas – isso se encaixa com aquilo. Às vezes encaixa, às vezes não” (por qual motivo seu cérebro está tentando conectar seu cachorro com seu professor de educação física é um mistério que você vai ter que descobrir sozinho).
Um outro estudo indicou que a bizarrice de sonhos está relacionada com maior atividade na amígdala direita, uma área associada com a formação da memória. Isto dá um grande apoio à ideia de que quanto mais estranho um sonho é, mais o cérebro está tentando encontrar uma conexão entre coisas guardadas nos nossos armários de memória.

5. Os sonhos podem prever o futuro?

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Na década de 1960, o Centro Médico Maimonides, em Nova York, realizou uma série de testes paranormais. Um deles envolveu visões e premonições do futuro. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: um grupo ficou acordado e concentrado em uma imagem específica, que era “enviada” a pessoas do segundo grupo, que estavam dormindo em outro quarto. Os pesquisadores então acordaram o segundo grupo durante o sono REM e pediram que as pessoas contassem seus sonhos. A parte estranha é que a maioria das pessoas no segundo grupo descreveu imagens exatamente como as que estavam sendo “enviadas” para eles.
Outro exemplo também vem dos anos 60: depois de uma tempestade, uma pilha de restos de carvão colapsou e cobriu uma escola na cidade de Aberfan, South Wales, no Reino Unido. Mais de cem pessoas morreram. Um psiquiatra chamado John Barker foi para Aberfan para perguntar se algum dos moradores da cidade tinha sonhado com o evento antes dele acontecer, e recebeu mais de 30 relatos de sonhos que prediziam o infeliz incidente. Há milhares de casos como este, até mesmo alguns já publicados em revistas médicas revisadas por pares. Como é que tantas pessoas sonharam com tragédias antes que elas acontecessem? Há relatos de até mesmo Abraham Lincoln ter sonhado com o seu assassinato.
Por outro lado, é possível que haja uma explicação simples e racional: a Lei dos Grandes Números. Aqui está uma explicação dada por Richard Wiseman, professor de psicologia na Hertfordshire University, no Reino Unido, conhecido por desmentir diversos fenômenos supostamente paranormais:
“Em primeiro lugar, vamos selecionar um homem aleatório e imaginário da Grã-Bretanha e chamá-lo de Brian. Em seguida, vamos fazer algumas suposições sobre Brian. Vamos supor que Brian sonha todas as noites de sua vida a partir de seus 15 anos de idade até os 75. Há 365 dias por ano, portanto esses 60 anos irão garantir que Brian experimente 21.900 noites de sonhos. Vamos supor também que um evento como o desastre Aberfan só vai acontecer uma vez em cada geração, e, aleatoriamente, atribuí-lo a qualquer dia. Agora, vamos supor que Brian só vai sonhar com o tipo de evento terrível associado a essa tragédia uma vez em toda a sua vida. As chances de Brian ter seu sonho de ‘desastre’ na noite antes da tragédia real é mínima: cerca de 22.000 para um. No entanto, aqui vem o dado importante. Na década de 1960, havia cerca de 45 milhões de pessoas na Grã-Bretanha. Espera-se que uma pessoa em cada 22.000, ou cerca de 2.000 pessoas, tenham tido esta incrível experiência em cada geração. O princípio é conhecido como a Lei dos Grandes Números, e afirma que eventos incomuns são prováveis ​​de acontecer quando há muitas oportunidades para esse evento”.
Em outras palavras, quando um monte de diferentes fatores se juntam, há uma boa chance de que acabemos nos deparando com coincidências.

4. Você sonha mais do que imagina

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Ao contrário da crença popular, nós não sonhamos apenas durante o estágio REM do sono – podemos sonhar em qualquer um dos cinco estágios, embora sonhos REM sejam geralmente mais vívidos. Assim, mesmo que nós só entremos em sono REM aproximadamente a cada 90 minutos, podemos ter dezenas de sonhos todas as noites.
Mas por que nós não nos lembramos de todos eles? Bom, basicamente porque são bastante chatos. As pessoas são duas vezes mais propensas a lembrar de um sonho se ele é estranho ou incomum de alguma forma do que daqueles em que fazem coisas cotidianas. Os outros sonhos muitas vezes consistem em ações muito realistas, como passar roupa ou verificar o e-mail. Isso acontece porque, como os ratos no item oito, nossos cérebros gastam muito tempo remoendo ações anteriores, a fim de registrá-las como memórias e aprender com elas.
Mas os sonhos mais loucos – especialmente quando você acorda no meio deles -, têm um efeito duradouro que não é diferente do que acontece quando você vê algo realmente estranho na vida real, como por exemplo um cara pelado correndo pela rua. Você não vai se lembrar de qualquer uma das centenas de outras pessoas que estavam na rua naquele dia, mas o nudismo se destaca por ser surpreendentemente diferente e não acontecer sempre. Mesma lógica com os sonhos.

3. Você pode mudar sonhos através do olfato

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É bem conhecido que os estímulos externos – tais como uma luz ou um cheiro ou o som de um despertador – podem intervir em um sonho, mas certas coisas podem realmente afetar toda a qualidade do sonho e transformar um sonho agradável em um pesadelo, ou vice versa. Cheiros, por exemplo, podem ter um efeito dramático sobre o que você sonha.
Em um estudo, os pesquisadores deixaram os participantes dormirem e, em seguida, bombearam um produto químico através dos tubos nasais que cheirava tanto a ovos podres, rosas ou nada (como uma forma de controle). Em seguida, eles acordaram as cobaias e perguntaram sobre o que elas tinham sonhado. Os participantes que receberam os ovos podres informaram que o tom emocional de seus sonhos mudou, mesmo que o sonho não tivesse nada a ver com cheiros. Por exemplo, uma pessoa relatou ter sonhado com uma mulher chinesa, e de repente parecia estar com nojo dela por nenhuma razão aparente. O tom do sonho mudou quase imediatamente.

2. Pesadelos podem afetar seu humor

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Você está se sentindo ansioso? Deprimido? Neurótico? Você pode estar tendo pesadelos. Pelo menos isso é o que foi sugerido por um estudo que pediu a 147 estudantes que preenchessem um questionário a cada manhã durante duas semanas para medir a frequência dos seus pesadelos. No final do período de duas semanas, os alunos foram avaliados com o EPQ-RS e o POMS-BI, dois testes usados para avaliar o estado psicológico de uma pessoa.
No final da pesquisa, os pesquisadores descobriram uma forte ligação entre o número de pesadelos que uma pessoa tinha e seu estado de bem-estar durante o dia. Quanto mais pesadelos os participantes relataram, pior se saíram nas avaliações psicológicas. Claro, o problema com este estudo é que é sempre possível que as pessoas que estejam deprimidas por outras razões tendam a ter mais pesadelos, o que parece ser verdade. Mas de qualquer forma que os resultados sejam analisados, os pesadelos parecem ser capazes de atravessar a fronteira do sono até nossa mente desperta – antes de ficarmos deprimidos, desta forma causando a depressão, ou depois, como resultado dos nossos problemas reais. Assustador.

1. Sonhar é uma dose diária de esquizofrenia

sonhos 1
Falando em coisas assustadoras, acredita-se atualmente que os sonhos são muito semelhantes ao estado de delírio experimentado por esquizofrênicos – principalmente no que diz respeito às áreas ativas do cérebro. Em outras palavras, os cérebros dos esquizofrênicos simplesmente não desligam o interruptor que liga e desliga os sonhos durante o dia. A partir de uma perspectiva diferente, isso também significa que cada noite quando nós sonhamos, o que realmente acontece é que estamos mergulhando em um estado de esquizofrenia, uma espécie de “loucura particular noturna”.
Sonhos ilusórios, aqueles mais estranhos, podem ser o resultado de circuitos incompetentes no cérebro – ele tenta fazer uma conexão, mas apenas consegue apresentar uma mistura de memórias desconexas, e o que chega para nós são os sonhos bizarros. Todo mundo tem estes. Mas na esquizofrenia e em outras condições semelhantes, os circuitos incompetentes acendem em momentos aleatórios, dando a mesma experiência que o sonho ilusório, mas enquanto a pessoa está acordada. 

Fonte: Listverse

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

On 04:59 by papa in , ,    No comments
Hoje vou compartilhar alguns relatos (possivelmente) reais de crianças que vivenciaram algum tipo de fenômeno paranormal. Se você deseja ter uma boa noite de sono, vamos apenas supor que estas histórias sejam falsas.
1. Certa noite minha filha de 3 anos estava ao lado de seu irmão recém nascido e ficou olhando para ele por um tempo, quando num determinado instante, virou-se, olhou para mim e disse: “Papai, ele é um monstro e você deve enterrá-lo!”.
10 histórias reais e assustadoras contadas por crianças
2. Quando meu filho tinha cerca de 4 ou 5 anos estávamos no banheiro escovando os dentes antes de sua hora de dormir. De repente ele largou a escova de dente, olhou para mim e disse: “Pai, por que o homem atrás de você tem uma faca”, e apontou atrás de mim!
3. Minha filha mais nova tinha apenas três anos quando eu percebi o chão molhado perto de sua cama. Perguntei-lhe por que o chão estava molhado e ela me disse: “Eu estava cuspindo nas pessoas do nevoeiro para eles irem embora”. Ela fez isso inúmeras vezes e me deixou assustada.
4. Um dia, minha filha com três anos na época me disse: “Você não se lembra, mamãe? Que antes você era a filha e eu era a mãe, você veio e arrancou as nossas cabeças. Chop, chop, chop, chop, pique! “. Ela fez movimentos repetitivos de cortar cada vez que dizia a palavra chop. Eu fiquei tão surpresa, que tudo o que disse foi “Felizmente querida, eu não me lembro de cabeça sendo cortadas.” Mesmo assim ela respondera: “Mas isso realmente aconteceu e eu me lembro muito bem!”.
5. Eu estava indo tomar banho, no segundo andar da casa de minha tia quando vi minha priminha gatinhando nas escadas. Muito animada, ela fazias caretas enquanto se divertia na escada. Eu perguntei o que ela estava fazendo e ela disse: “Eu estou imitando a senhora de trança!”. Eu olhei em minha volta e não havia ninguém além de nós.
Então perguntei: “Onde está esta senhora April?”. Ela apontou para direção oposta da escada e fiz mais uma pergunta: “E o que ela está fazendo agora?” Ela responde: “Fazendo caretas”. Achando que era imaginação dela eu sorri, comecei a subir as escadas novamente quando April disse algo que me fez parar no caminho: “as tranças delas estão enroladas no pescoço!”. Voltei-me e pedi para ela repetir. April apontou e disse: “a senhora está enrolada com sua trança no pescoço… fazendo caretas”. Quando April imitou as caretas, percebi que possivelmente esta suposta senhora estava com falta de ar!
6. Certa noite, enquanto cuidava das crianças de meu amigo percebi que o mais novo, com cerca de cinco anos de idade fez um desenho de uma mulher pendurada no teto. Ele olhou para mim e disse: “Ela me disse para desenhar isto e está vindo atrás de você, se esconda!”.
7. Certa vez fui chamada para cuidar da minha priminha em Montana. Naquela noite ela começou a me contar sobre o “homem assustador” que fica no quarto dos pais. E eu de curiosa cometi o erro de perguntar com o que ele se parece. E ele respondeu: “Ah, ele não tem rosto!”.
8. A minha filha me disse uma vez que existe uma mulher que olha para ela enquanto assiste filmes em seu quarto e dorme no teto acima de sua cama quando se deita para dormir. Ela também disse que a mulher não gosta de mim e quer comer meu coração.
9. Quando meu filho tinha três anos, ele veio até nosso quarto e subiu na cama chorando. Eu perguntei o que estava errado, e ele disse que o homem gordo com um buraco cheio de sangue na cabeça tentava abrir a janela do seu quarto.
10. Meu irmão (4 anos mais novo que eu) cresceu com fobia de água, e certa noite enquanto dava banho nele perguntei por que ele estava tão assustado com a água. Ele olhou para mim e disse (e eu me lembro palavra por palavra): “Eu estava em um grande navio, quando batemos num iceberg. Aquele momento foi realmente muito agitado, o navio afundou e então eu fiquei com muito frio boiando nas águas frias e agitadas. Consegui chegar num lindo lugar quente e esperei até que minha família veio me buscar.”
Minha mãe ouviu a história toda e então o tirou daquele banho. O mais assustador desta história é que o meu irmão nasceu no dia 15 abril de 1992, e o Titanic afundou no dia 15 de abril de 1912!
Bônus: Quando o meu filho mais velho tinha 2 anos de idade, ele apontou para o nosso banheiro de hóspedes e perguntou: “Por que a menina na banheira está triste?”.

Via: Ah Duvido

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

On 02:18 by papa in , , ,    No comments
Hoje, a ciência exige que testes sejam conduzidos em um ambiente controlado e ético. Se a discussão ainda é polêmica quando se trata de experiências com animais, vale lembrar que, até bem recentemente, a experimentação científica em seres humanos era considerada aceitável, mesmo sem nenhuma cautela ou aprovação prévia.
Pior: em nome da descoberta, alguns pais arriscaram a vida ou a felicidade de seus próprios filhos, que se tornaram cobaias em experimentos horríveis. Confira:

6. O psicólogo que testou a resposta humana às cócegas acabando com a alegria de seu filho

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 6

Em 1933, o psicólogo Clarence Leuba queria descobrir se rir quando recebemos cócegas é um instinto com o qual nascemos, ou se é uma resposta que aprendemos a partir da observação de outras pessoas fazendo o mesmo.
Ele chegou à conclusão de que a melhor oportunidade para estudar isso era usando seu filho recém-nascido como cobaia.
No interesse da ciência, Leuba primeira proibiu todo o tipo de cócegas em sua casa, permitindo que ela fosse feita apenas durante os períodos especiais experimentais. Além disso, ele proibiu explicitamente sua esposa de rir na presença do garoto, para que ele nunca ouvisse tal som e acidentalmente o associasse com cócegas. Certamente, resolver essa questão era importante o suficiente para Leuba de forma que ele sacrificaria a alegria da infância de seu bebê para respondê-la.
E esse nem é o aspecto mais aterrador deste experimento. Para ter realmente certeza de que seu filho não seria influenciado por suas expressões faciais, Leuba usava uma máscara assustadora de papelão branca com fendas estreitas nos olhos ao fazer cocegas na criança, e em um esforço para não influenciar seu riso (já que ele não ganhou um Nobel, será que ele ganhou um prêmio de pior pai do mundo?).
Surpreendentemente, o garoto começou a rir, mas, de acordo com Leuba, a validade do teste foi arruinada por sua esposa, que confessou já ter rido na presença da criança, enquanto a balançava nos braços.
Leuba não se deixou vencer, no entanto. Não contente em arruinar os primeiros meses da vida de um filho, começou um segundo teste com sua segunda filha, impedindo qualquer riso em sua casa por sete meses, até que ela riu espontaneamente quando recebeu cócegas. Está aí sua resposta, Leuba. Feliz?

5. O homem que inventou a vacina contaminando seu filho com varíola

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No final do século 18, o médico inglês Edward Jenner estava tentando provar sua teoria: que deliberadamente infectar as pessoas com uma doença bovina que não era grave, chamada de varíola bovina, lhes daria imunidade à varíola, uma doença desfigurante e potencialmente fatal.
Sabemos hoje que Jenner estava certo – o processo que ele inventou agora é chamado de vacinação -, mas, naquela época, sua teoria era baseada na observação de que as pessoas que trabalhavam com vacas não tendiam a pegar varíola.
Compreensivelmente, a comunidade científica não estava convencida por este pequeno fato para apoiar Jenner, de forma que o médico decidiu fazer o óbvio: infectar de propósito seu filho, Edward Jr., com ambas as doenças.
Inocular as pessoas daquela época não era tão simples quanto é hoje, ou seja, com uma picada no braço. O que Jenner realmente teve que fazer foi cortar o braço de seu filho e enfiar um monte de pus infectado ali.
Pior: Jenner não só fez isso com seu próprio filho, mas com várias crianças da vizinhança. Claro que, se ele estivesse errado e todos aqueles meninos contraíssem varíola e morressem da doença, Jenner provavelmente não seria conhecido como um herói da medicina, mas sim como mais um dos notórios assassinos em série ingleses como Jack, O Estripador, com um nome do tipo “O Monstro do Pus de Londres”.
Embora tenha demorado um pouco para que a vacinação realmente pegasse no mundo, hoje ela é uma das melhores coisas que a ciência já possibilitou à saúde humana.

4. O toxicologista que picou seu filho com uma água-viva mortal para ver se ela era mortal

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Em 1964, um toxicologista marinho australiano chamado Jack Barnes estava investigando a água-viva que ele achava ser responsável pela produção da “síndrome de Irukandji”, uma coleção de sintomas misteriosos que estava aparecendo em alguns nadadores australianos.
Barnes finalmente encontrou uma amostra da pequena água-viva que ele suspeitava ser a culpada em uma praia de Queensland, mas precisava testar se ela era realmente venenosa, e não apenas alguma água-viva não venenosa que não era digna de seu status como australiana. Então, testou a picada da água-viva em três pessoas: em si próprio, em um salva-vidas local e em seu filho de 9 anos de idade, Nick.
A síndrome de Irukandji é descrita por suas vítimas como uma dor pior do que o parto, insuportável até o ponto em que os sofredores muitas vezes pedem para morrer. No entanto, Barnes aparentemente concordou em picar seu filho só porque ele perguntou se podia tentar. Leuba, você se safou – o pior pai do ano é na verdade Barnes.
Como deveria ter sido completamente esperado, todos acabaram no hospital 20 minutos depois, contorcendo-se em convulsões e agonia, porque é isso que a síndrome causa. Felizmente, todas as “cobaias” se recuperaram muito bem, mas o jovem Nick admitiu mais tarde que realmente sentiu o desejo de morrer durante o calvário.
Vale a pena esclarecer que a Carukia barnesi, água-viva testada por Barnes, não é a única que causa a síndrome. Todo um grupo de animais chamados de cubozoários podem torturar vítimas com Irukandji.

3. O homem que praticamente aprisionou seu filho para lhe ensinar uma língua morta

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Em 1881, o lituano nascido judeu Eliezer Ben-Yehuda emigrou para a Palestina e percebeu que todos os outros imigrantes judeus estavam falando um monte de línguas estrangeiras diferentes e não conseguiam se entender, o que tornava muito difícil para eles se organizarem como um povo. Ele concluiu que os judeus deveriam estar falando em uma língua comum, e que havia uma disponível – o hebraico. Problema: o hebraico não era falado como língua materna desde o século III aC.
Sendo assim, Ben-Yehuda decidiu que seu filho, Ittamar, teria o privilégio de ser o primeiro falador de hebraico nativo em alguns milhares de anos. Ia ser complicado – o hebraico do Antigo Testamento não tinha palavras para coisas como “trens a vapor”, então Ben-Yehuda teve que inventar grandes porções da linguagem de modo que fosse capaz de ensinar seu filho sobre tudo o que tinha acontecido no mundo desde o início do Império Romano.
Isso até que parece legal, exceto que, para que a criança aprendesse hebraico puro, e como apenas ele e seu pai falavam hebraico no mundo todo, Ittamar não estava autorizado a falar com qualquer outro ser humano, nunca. Quando os amigos da família visitavam sua casa, Ittamar era mandado para a cama, para que não ouvisse acidentalmente uma palavra não hebraica.
Quando Ben-Yehuda pegou sua esposa cantando para a criança em russo, ficou furioso e acabou quebrando uma mesa. Ben-Yehuda chegou até a proibir seu filho de escutar os ruídos produzidos por animais, o que não faz sentido, porque não é como se os burros locais zurrassem em uma versão animal árabe na orelha de Ittamar de propósito, em um esforço para minar todo o trabalho de Ben-Yehuda de ensinar hebraico a seu filho.
Felizmente, ao invés de tratar Ben-Yehuda como uma pessoa louca que temia conspirações animais, a comunidade judaica apoiou seus esforços e começou a ensinar hebraico para seus próprios filhos. Hoje, o hebraico é uma língua oficial de Israel, e o país todo (provavelmente) também sabe como cães e gatos soam.

2. Charles Darwin tratou seu filho como um estudo de caso

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Você provavelmente conhece ou já ouviu falar do trabalho de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, com os animais. O que você talvez não saiba é que ele não conseguia desligar o modo “pesquisador” que havia dentro dele e trocá-lo pelo modo “pai”, de forma que quando teve William, criou seu filho da única maneira que sabia: como um biólogo.
Darwin passou os dois primeiros anos de vida de seu filho tomando notas sobre o comportamento do bebê. Não é porque ele queria publicar qualquer coisa – o artigo com suas “descobertas” não foi publicado até 37 anos mais tarde, como uma reflexão tardia -; ele só fez isso por puro hábito.
E como não aguentou apenas assistir e aprender, tomou a iniciativa de colocar o bebê através de uma série de experimentos comportamentais cada vez mais bizarros, como agitar vários objetos na frente de seu rosto para testar suas reações e levá-lo para um zoológico para descobrir quais animais o assustavam mais, revelando temores herdados de um passado humano selvagem.
Em um experimento, Darwin testou a reação de seu filho a mamas e ficou desapontado que a criança apenas percebeu o seio de sua mãe quando chegou bem perto, a sete a dez centímetros de distância, “como mostrado pela saliência de seus lábios e seus olhos tornando-se fixos, mas eu duvido muito que isso tinha alguma ligação com a visão; ele certamente não tocou o seio”.
Como se isso não fosse estranho o suficiente, Darwin se referia a William ocasionalmente como “it” em suas notas. Em inglês, o “it” é um pronome usado para coisas e animais, ao contrário de “he” e “she” (“ele” e “ela”, respectivamente), usados para pessoas. Vamos dar uma colher de chá para Darwin; ele provavelmente não via seu filho como uma coisa, ou pelo menos não o tempo todo.

1. O psicólogo que criou um chimpanzé como irmão de seu próprio filho

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Na década de 1930, os cientistas ainda não sabiam exatamente quais partes da inteligência e comportamento humano eram inatas e quais eram causadas apenas por educação. Havia ainda a teoria de que alguns dos animais mais inteligentes, como os chimpanzés, não falavam ou tinham moral apenas porque ninguém nunca os criou como filhos, lendo-os histórias e ensinando-os a falar.
Mas como testar esta teoria? O psicólogo chamado Winthrop Kellogg decidiu levar para casa um jovem chimpanzé chamado Gua e criá-lo ao lado de seu filho recém-nascido Donald, de forma idêntica, só para ver o que aconteceria.
Winthrop também desenvolveu um sistema de testes em que Donald e Gua eram colocados um contra o outro, em uma batalha épica de bebê vs. chimpanzé (soa ilegal, não?). Kellogg testou coisas como destreza, memória, desenvolvimento da linguagem, obediência e a velha questão do que acontece quando você amarra um bebê a uma cadeira e o gira muito rápido (vide o vídeo abaixo).
Infelizmente, Kellogg não conseguiu criar o homem chimpanzé esperado. Gua basicamente permaneceu um chimpanzé, com comportamento de chimpanzé. E, enquanto não é possível tornar um chimpanzé mais humano apenas ao tratá-lo dessa maneira, humanos “des-evoluem” muito rápido. A experiência de Kellogg teve efeitos colaterais inesperados para Donald, que começou a agir como um chimpanzé. O experimento teve de ser interrompido quando a criança não parou de correr e morder as pessoas.
Então, da próxima vez que você for julgar pessoas que postam fotos constrangedores de seus filhos no Facebook, lembre-se que poderia ser pior. Pelos menos uma criança criada ao lado de um chimpanzé ainda tem vídeos no Youtube, quase 100 anos depois, de seus pais disparando armas ao seu lado só para ver o que acontece.


Fonte:  Cracked

Via: Hypescience