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segunda-feira, 6 de abril de 2015

O hinduísmo é uma das tradições culturais mais antigas da humanidade. Com conceitos e dogmas expressos desde os Vedas — os quatro textos sagrados que compõem a base de um extenso sistema de escrituras —, escritos 1500 anos antes de Cristo, o que se tem atualmente é um repositório cultural incrivelmente povoado...
Confira abaixo.

Arjuna

O terceiro dos Pandavas, Arjuna, é considerado um dos heróis do épico hindu Mahá Bhárata, sendo o ouvinte da famosa conversa filosófica com Vishnu. Arjuna é também considerado como um exímio arqueiro  e como um guerreiro inigualável por diversas figuras notáveis da obra.
A incumbência do representante é também crucial: Arjuna é um dos responsáveis pela derrota dos Kauravasin durante a guerra de Kurukshetra.

Parashurama Bhargava

Parashurama era um grande devoto de Shiva, o que lhe valeu dois belos presentes: um enorme machado e aulas particulares de artes marciais com a própria divindade — por meio das quais alcançou o grau máximo em combate.
Sua habilidade e a arma divina serviram, então, para varrer da superfície da terra os “kshatriyas”, como uma vingança pela morte do seu pai — de fato, ele repetiu a operação 21 vezes, a fim de garantir que nenhuma das gerações dos reis havia restado.

Bhima

Bhima, também conhecido como “O Terrível”, é o segundo dos irmãos Pandava — filhos de Pandu. Trata-se de uma figura central reconhecida por sua grande força, embora também por sua crueldade e temperamento explosivo. Mas foi a sua força que despertou a inveja do primo Duryodhana, que o envenenou e desovou seu corpo no Ganges.

Brahma

Brahma é considerado pela cultura hindu como o maior dos deuses — aquele responsável por colocar o universo em movimento —, embora sua importância tenha decrescido um pouco diante da ascensão de Shiva e Vishnu. São quatro cabeças — das quais nasceram os Vedas — e um corpo envolto por um manto branco.

Durga

Durga é uma deusa de dez braços e temperamento irascível, sendo outra forma de Parvati. Ela nasceu já adulta nas bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Normalmente é retratada montando um tigre e utilizando armas divinas para o combate. Durga é também referida como uma metáfora para a morte do ego, uma força divina interior capaz de manter o orgulho nos eixos.

Ganêsha

Ganêsha é o filho mais velho de Shiva e Parvati, sendo também referido como o autor do épico hindu Mahá Bhárata. A icônica cabeça de elefante traz consigo uma história tão curiosa quanto trágica. Após o nascimento de Ganêsha, seu pai foi aos Himalayas a fim de meditar, retornando apenas 15 anos depois.
Ao retornar para casa, não reconheceu o filho e também não foi reconhecido por ele. Ao tentar impedir a entrada de Shiva no palácio, Ganêsha acaba decapitado pelo próprio pai que, após ser informado da identidade do jovem, procurou a cabeça do primeiro animal que passasse para substituí-la — e o que apareceu foi um elefante.

Hanuman

Hanuman, o deus-mono e um dos grande heróis do Rámáyána, foi também o general do exército de Rama. Há quem diga, entretanto, que o deus-macaco do hinduísmo era, na verdade, uma encarnação de Shiva, o qual se manifestou na Terra durante o período de Rama — por sua vez, uma das encarnações de Vishnu —, a fim de auxiliá-lo em suas tarefas.

Harihara

Harihara é uma deidade combinada, sendo metade Vishnu (Hari) e metade Shiva (Hara). É tratada como um deus supremo pelo Vixnuísmo e pelo Xivaísmo, embora seja adorada por diversas tradições hinduístas de forma geral. O deus também é usado como metáfora, por combinar diferentes aspectos de um mesmo deus supremo.

Indra

Filho de Aditi e do sábio Kashayapa, Indra é o deus das tempestades do hinduísmo. Também foi o rei de todos os deuses no período pós-védico, perdendo importância conforme seus seguidores passaram a venerar Krishna. Como punição, enviou à terra uma tempestade, a qual foi contida por uma montanha soerguida por Krishna.
Diz-se ainda que Indra é, na verdade, um posto, não um indivíduo. De acordo com essa tradição, qualquer mortal poderia se tornar o “rei dos céus”, desde que cumprisse determinados sacrifícios e penitências em vida. Entre seus feitos mais importantes consta a morte do asura Vritra, um dragão (ao qual faz referência a imagem acima).

Kalki

Kalki é o décimo e último grande avatar de Vishnu. O nome da deidade é frequentemente associado à eternidade, ao tempo ou à morte. De acordo com os preceitos do hinduísmo, Kalki surgirá montado em um cavalo branco — portando uma espada flamejante — ao fim da chamada “Idade da Escuridão” (Era de Ferro) para eliminar o mal e restaurar o dharma.

Kesava

Um dos nomes de Vishnu, segundo a tradição hindu. Kesava é considerado o senhor da criação, da preservação e também da dissolução — sendo conhecido também por ter destruído o demônio Keshi. Há quem diga ainda que Kesava, na verdade, são três divindades em uma: Brahma, Vishnu e Shiva.

Murugan

Murugan é o deus hindu da guerra e também da vitória. Assim como grande parte das divindades da tradição hinduísta, possui vários nomes, um dos quais faz alusão à sua conhecida iconografia com seis faces.

Nandi

O touro sagrado do povo do Indostão se tornou, posteriormente, montaria, camarista músico de Shiva no hinduísmo. De fato, o emblema de Nandi pode ser encontrado na testa de Shiva: a lua crescente — uma das representações da energia sexual transmutada.

Narasimha Krishna

Um dos avatares de Vishnu, Narasimha é também uma das deidades mais populares do hinduísmo — presente em épicos, iconografias, templos e recorrente em festivais. Frequentemente é representado como uma criatura metade humana metade leão associada à proteção e ao auxílio em tempos de penúria.

Rama

Rama é o avatar de Vishnu responsável pela derrota de Ravana, o “demônio mais terrível do mundo”. Também representa uma espécie de ideal hindu, sendo, simultaneamente, um marido gentil, um rei bondoso e um chefe pronto a enfrentar a opressão. A divindade é representada pelo hexagrama, uma estrela de seis pontas.

Ravana

Ravana é o principal antagonista do épico religioso Ramayana, no qual representa o rei de Lanka. Normalmente é representado como um devoto de Shiva com dez braços. Ravana ganha matizes positivas e negativas dependendo da tradição que o retrata — em uma delas é considerado o responsável pelo sequestro de Sita, esposa de Rama.

Rudra

Rudra, “aquele que grita” (em uma tradução possível), é associado ao vento, às tempestades e à caça. Algumas orientações consideram que Rudra e Shiva representam a mesma divindade, com nomes intercambiáveis.

Varuna

Varuna é o deus da água (em todas as suas formas) e do oceano celestial — sendo ainda o legislador e executor do submundo aquático e representante da ordem cósmica (muitos postos, de fato). Em algumas iconografias aparece montando o crocodilo Makara.

Vishnu

Para muitos hindus, Vishnu representa o deus universal. Em geral é associado a quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor-de-lótus. Trata-se de um deus essencialmente benevolente, sempre pronto a encarnar em algum avatar para auxiliar a humanidade. Vishnu é associado à figura de Cristo e de Osíris.

Yama

Nos Vedas, diz-se que Yama foi o primeiro ser humano a morrer. Tendo levado uma vida virtuosa, entretanto, acabou conquistando o posto de deus da morte no pós-túmulo.

Yudhishthira

Aquele que permanece em “guerra constante”, de acordo com uma tradução possível. É o filho mais velho do rei Pandu. Ao final da guerra Kurukshetra, alça aos céus com todos os seus quatro irmãos.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A mitologia egípcia é repleta de deuses das mais diversas características. Alguns deles, talvez menos conhecidos, por não serem os protagonistas das histórias mais comumente relatadas, são verdadeiramente assustadores. Segue abaixo uma breve lista das divindades egípcias mais amedrontadoras.
Mafdet: essa deusa, simbolizada por uma mulher com cabeça de gato, representava a justiça e as execuções. Com frequência, era retratada como um gato subindo em um carrasco, já que ela era invocada quando eram feitas as execuções dos inimigos do faraó.
Os deuses mais aterrorizantes do Egito

Ammit: “O Devorador dos Mortos” era um demônio com cabeça de crocodilo, com parte superior do corpo de leão e inferior de hipopótamo. Se o coração de um morto pesava mais que as plumas da deusa Maat, símbolo da justiça e da verdade, ele era, então, considerado impuro, e Ammit o comia, transformando o defunto em um espírito vagabundo.


Shezmu: era o deus da execução, do sangue e do vinho: cortava a cabeça dos inimigos e a esmagava junto às uvas, para obter seu elixir. Com esse vinho, recebia os mortos no além.



Babi: representado por um macaco babuíno dotado de um falo enorme, era invocado para pedir fertilidade e uma boa vida sexual, embora de forma cuidadosa, já que ele costumava comer as entranhas das pessoas.



Menhit: deusa-gato, divindade da guerra, com tendência à agressão e ao assassinato. Seu nome pode significar “a degoladora”, “a que sacrifica” ou “a que massacra”.



Am-heh: deus do submundo egípcio, representado por um homem com cabeça de cão, que vivia em um lago de fogo, onde honrava o seu nome: “devorador de milhões”. Somente Atum, pai dos deuses, podia controlá-lo.

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