quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

On 13:50 by papa in , ,    No comments
Nós sabemos: 2016 mal começou, mas já podemos ter a "teoria de conspiração do ano". Não se sabe bem a razão, mas argumentos de que a Terra é plana - fato não só contestado por imagens tiradas do espaço, mas também por investigações matemáticas que datam desde a Grécia antiga - têm ganhado manchetes pelo mundo todo recentemente. Até famosos, como o rapper americano B.o.B., embarcaram na onda e passaram a doutrinar seguidores em redes sociais. Mas como explicar este fenômeno que faz os céticos torcerem o nariz?

Quem são os crentes da Terra plana? O que comem? Onde vivem?

Conceito de uma Terra plana com o Polo Norte no centro e a Antártida nas periferias é defendido por alguns
Eles acreditam basicamente, que há uma conspiração mundial envolvendo cientistas e agências espaciais para que todos acreditem que a Terra é esférica. É dito que estamos em um disco circular, não em um globo, com o Polo Norte no meio e a Antártida em toda a borda. Assim como, em parte, civilizações antigas (ênfase no antigas) acreditavam. Em matéria do jornal inglês The Guardian, é citado que os seguidores dessa teoria são "quase como uma religião".
Não se sabe qual é realmente o tamanho do grupo. Mas, como em qualquer assunto, fanáticos fazem barulho. Principalmente na internet. Em grupos de Facebook, posts no Twiter, vídeos no YouTube, fóruns... Qualquer espaço vira uma plataforma para eles espalharem a "palavra". Mas há até sociedades que se reúnem em torno da causa - a mais famosa é a Flat Earth Society, que conta até com site próprio, mas há outros grupos que divergem entre si sobre vários assuntos envolvidos no tema.
Inúmeros fatos são apontados pelos membros dos grupos. As alegações para isso vão desde "desaparecimento de navios" a "horizonte reto" (mas não citam que barcos ficam só parcialmente visíveis no horizonte por causa da curvatura terráquea). Muitos membros que questionam o formato do nosso planeta são vistos como piadistas, o que torna difícil a teoria ser levada a sério. Recentemente, o fundador do grupo extremista Boko Haram, Mohammed Yusuf, o rapper norte-americano B.o.B. e a atriz pornô Tila Tequila declararam acreditar na Terra plana.
Talvez uma visita ao passado seja útil nesta história. Um dos argumentos dos crédulos em uma conspiração mundial sobre o formato da Terra (qual seria o sentido dessa conspiração?) é de que a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) manipula imagens e informações sobre o assunto. Mas é bom lembrar que não foi a instituição governamental dos Estados Unidos quem "inventou" o formato esférico do planeta. Vamos a uma linha do tempo sobre o assunto:

O que os antigos diziam

Reprodução
Astronomia desperta curiosidade e estudos desde a Antiguidade
- Por volta do século 16 a.C.: A cosmologia antiga da Mesopotâmia e do Egito acredita em uma Terra plana e circular, como um disco, cercada por um oceano cósmico.
- Por volta do século 8 a.C.: O poeta Homero descreve a Terra como um disco plano. O mapa-mundi babilônico segue na ideia da Terra cercada por um oceano cósmico. Na mesma época, a teoria da Terra plana e circular era citada em escritos bíblicos. O mesmo período ainda tem israelitas seguidores desta cosmologia. Na Índia antiga, acreditava-se na Terra como um disco com quatro continentes ao redor de uma montanha.
- Por volta do século 6 a.C.: Filósofos gregos começam a apontar a possibilidade de a Terra ser esférica. Sim, gregos da Grécia antiga, mais de 2 mil anos atrás. Há uma disputa de quem teria sido o primeiro. Mas sabe-se que os famosos Pitágoras e Aristóteles já começam a apontar uma Terra circular por causa de observações e cálculos feitos à época. A proposição passou a ser a mais comum, embora alguns filósofos da época ainda falassem em uma Terra plana.
- Por volta do século 1 d.C.: A China acredita em uma Terra plana. Nesta época, já quase nenhum grego questionava a esfericidade da Terra.
- Por volta do século 2 d.C.: A visão esférica é sustentada pelos primeiros cristãos.

A Idade Média

Wikimedia Commons
Monge Cosmas Indicopleustes indicou uma Terra plana em formato de uma caixa nos seus escritos Topografia Cristiana (foto)
- Século 5 d.C.: O monge Cosmas Indicopleustes, no Egito, escreve um livro chamado Topografia Cristiana em que diz que a Terra não só é plana, como retangular. No mesmo período, o início da Idade Média na Europa deixou a produção intelectual em segundo plano - ainda assim, muitas teses citavam Terra esférica. A partir do século 8, nenhum cosmógrafo ou filósofo famoso na Europa questionou a esfericidade.
- Século 13 d.C.: No Islã, visões mais tradicionais e antigas da Terra plana começam a ser revividas com o declino da Idade de Ouro islâmica.

Tempos modernos

Tripulação da Apollo 17/Nasa
Esta é a primeira foto da Terra como nós conhecemos, tirada em 1972 pela tripulação da Apollo 17 rumo à Lua. Redonda, né?
- Século 17 d.C.: A China ainda acreditava que a Terra era plana. Somente após a entrada da cultura europeia de astrônomos com os jesuítas a teoria foi modificada.
- Século 19 d.C.: Mito de que a Terra é plana ressurge entre alguns fanáticos, principalmente por causa do escritor norte-americano Washington Irving, que escreveu um livro sobre Cristóvão Colombo.
- 1972: A primeira imagem completa da Terra tirada do espaço (acima), feita pelos astronautas norte-americanos a caminho da Lua, mostra formato esférico, como os cálculos e teóricos mostravam.
- Atualmente: Crença na Terra plana é costumeiramente citada por grupos e indivíduos isolados. Nunca um cientista de renome. 

Via: UOL
On 13:05 by papa in , ,    No comments
  • Benjamin Zand enfrentou efeitos colaterais, como insônia, após tomar "pílula de inteligência"
    Benjamin Zand enfrentou efeitos colaterais, como insônia, após tomar "pílula de inteligência"
Encontradas de forma legal na Grã-Bretanha, as chamadas "pílulas da inteligência" têm crescido em popularidade no país.O repórter da BBC Benjamin Zand experimentou uma dessas drogas e relatou os efeitos. Leia seu depoimento:

Uma amiga me contou sobre as "pílulas da inteligência" há algum tempo.

"Todo mundo toma. Elas são apenas pílulas que ajudam na concentração", disse ela, que já tomava os comprimidos.

Muitas destas chamadas "pílulas da inteligência" são usadas como medicamentos convencionais para tratar problemas como a narcolepsia ou os causados por mudanças extremas de turno de trabalho.

Mas elas também têm sido consumidas por pessoas que querem trabalhar melhor.

O modafinil foi chamado de "a primeira pílula da inteligência segura do mundo" por pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford, que sugeriram que os efeitos são de "baixo risco" quando o medicamento é consumido por um curto período de tempo.

No entanto, seus efeitos colaterais podem incluir insônia, dores de cabeça e erupções cutâneas potencialmente perigosas.

Depois de ler avaliações positivas online - alguns estudantes alegavam que essas pílulas melhoraram muito seu desempenho na universidade -, decidi fazer uma experiência e tomar o medicamento.
BBC
Zand comprou "pílulas de inteligência" em um site baseado na Índia

É ilegal vender modafinil na Grã-Bretanha sem receita médica, mas não é ilegal comprar. Há muitos sites, geralmente baseados na Índia, que vendem a substância.

Quando o pacote chegou, menos de uma semana depois da compra, as pílulas pareciam comprimidos de paracetamol.

Consulta e pesquisa

Depois de uma consulta médica - na qual ouvi que, por ser jovem e saudável, provavelmente não sofreria efeitos colaterais graves -, comecei a experiência.

Tomei o primeiro comprimido na Universidade de Cambridge, como parte de um teste cognitivo no qual os pesquisadores analisaram minha atenção visual constante, memória espacial, função executiva e memória episódica antes e depois de tomar a pílula.

"Fizemos vários estudos, que mostram um aumento na habilidade cognitiva - com médicos (trabalhando) no turno da noite e pessoas saudáveis em um ambiente controlado para o teste", afirmou Barbara Sahakian, uma das pesquisadoras.

Antes de tomar os comprimidos, meu nível de atenção estava entre os 15% a 20% dos melhores entre as pessoas da minha idade. Depois, estava entre os 5% a 10% dos melhores.

Sem dúvida comecei a me sentir mais desperto e com uma tendência menor à frustração. Mas também pode haver outros fatores que tenham afetado os resultados.

Minha mente continuava alerta. Viajei durante quatro horas para minha cidade, Liverpool, e não senti o cansaço que costumo sentir.

No entanto, esses foram os últimos resultados positivos que vivenciei com o modafinil.

No dia seguinte, tentei tomar outro comprimido para adiantar alguns trabalhos durante uma viagem de trem.

Mas fiquei mais distraído do que o normal. A pílula fez com que eu me concentrasse nas coisas erradas, como joguinhos no smartphone.

Com o passar do tempo, comecei a sentir uma dor de cabeça muito forte, perdi o apetite e sentia vontade constante de ir ao banheiro. Meu cérebro não estava trabalhando mais rápido, mas minha bexiga estava.

Naquela noite, quando tentava dormir, não conseguia me desligar e foi assim até as primeiras horas da manhã. Também encontrei um caroço na parte de trás da minha perna e outro apareceu no meu braço no dia seguinte; os dois coçavam.

Boas experiências

Minha experiência difere da de outras pessoas. Jason Auld, atleta e empreendedor de Edimburgo, na Escócia, afirmou que acha que pode alcançar tudo o que quer quando toma o modafinil.

"Faz você se sentir como se estivesse operando a 100% (de sua capacidade), você está indo com tudo o que pode. Geralmente não penso que isso é possível, mas o modafinil me permite fazer isto", disse.

Eu tive apenas uma explosão inicial de energia e aumento de concentração na primeira vez com o remédio. Depois, fiquei muito longe de meu melhor rendimento.

A terceira e última vez em que tomei o modafinil também foi decepcionante: a dor de cabeça voltou, fiquei cada vez mais desidratado e não senti fome.

E amigos me lembravam toda hora o quanto a minha pele parecia ruim: o modafinil não me deixava dormir e minha aparência era terrível.

Com o passar das horas eu parei de procrastinar, e o comprimido parecia estar fazendo o efeito desejado. Mas isso aconteceu apenas às 20h.

Trabalhei sem parar até cerca de 23h, editando, gravando, escrevendo. Fazendo coisas que nem sabia se precisaria fazer.

Sentia como se tivesse que continuar trabalhando, ao contrário de querer continuar.

Balanço

Os efeitos negativos do remédio pesaram bem mais do que os positivos.

Os corpos das pessoas reagem de forma diferente a comprimidos e produtos químicos e, depois de falar com meu médico, descobri que meu fígado tinha liberado uma enzima que tentou eliminar o modafinil do meu corpo.

Pelo fato de ter comprado o comprimido na internet, também levei em conta a possibilidade de ter adquirido um medicamento adulterado.

Mas Jason Auld, o atleta de Edimburgo, me disse que já tinha comprado do mesmo site.

De certa forma fiquei decepcionado por não ter tido a chance de sentir os efeitos positivos do modafinil, que tinha visto na internet.

Mas também me senti aliviado por não estar perdendo nada em relação às pessoas que tomam o medicamento.

Os efeitos colaterais e a falta de produtividade me mostraram que não é uma pílula milagrosa e definitivamente não pretendo tentar de novo.

Via: UOL
On 11:03 by papa in , ,    No comments
Seria a liberdade uma ilusão?


Há pessoas que gostam de pensar que tomamos cada uma das nossas decisões de forma consciente ou acham que não existe o livre-arbítrio. No entanto, o neurocientista Patrick Haggard da University College London (Reino Unido), diz que estudos indicam que antes de estarmos conscientes de que estamos decidindo algo tão simples, como beber um suco ou um café no café da manhã, ou qual caminho faremos para chegar ao trabalho, o nosso cérebro já escolheu.
As escolhas sobre que dirão qual será a nossa próxima ação resultam de uma série de reações bioquímicas que ocorrem no córtex parietal, como demonstrado pela Angela Sirigu, neurocientista do Centro de Neurociência Cognitiva, CNRS na França.
Além disso, os cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) mostraram que a análise de uma área do córtex pré-frontal com ressonância magnética funcional, pode prever o comportamento humano em três dos quatro casos , revelando os propósitos e desejos dos indivíduos, mesmo antes de conhecê-los.
Estes estudos foram publicados recentemente no The Journal of Neuroscience que revelou existir uma ligação entre a atividade do cérebro humano com núcleos dos neurônios – o centro das recompensas – e o comportamento futuro no que diz respeito à alimentação e sexo, de modo que com um scanner você pode prever o quanto uma pessoa pesará dentro de seis meses, e até mesmo como será sua vida sexual.

Via: Ah Duvido
On 04:59 by papa in , ,    No comments
Hoje vou compartilhar alguns relatos (possivelmente) reais de crianças que vivenciaram algum tipo de fenômeno paranormal. Se você deseja ter uma boa noite de sono, vamos apenas supor que estas histórias sejam falsas.
1. Certa noite minha filha de 3 anos estava ao lado de seu irmão recém nascido e ficou olhando para ele por um tempo, quando num determinado instante, virou-se, olhou para mim e disse: “Papai, ele é um monstro e você deve enterrá-lo!”.
10 histórias reais e assustadoras contadas por crianças
2. Quando meu filho tinha cerca de 4 ou 5 anos estávamos no banheiro escovando os dentes antes de sua hora de dormir. De repente ele largou a escova de dente, olhou para mim e disse: “Pai, por que o homem atrás de você tem uma faca”, e apontou atrás de mim!
3. Minha filha mais nova tinha apenas três anos quando eu percebi o chão molhado perto de sua cama. Perguntei-lhe por que o chão estava molhado e ela me disse: “Eu estava cuspindo nas pessoas do nevoeiro para eles irem embora”. Ela fez isso inúmeras vezes e me deixou assustada.
4. Um dia, minha filha com três anos na época me disse: “Você não se lembra, mamãe? Que antes você era a filha e eu era a mãe, você veio e arrancou as nossas cabeças. Chop, chop, chop, chop, pique! “. Ela fez movimentos repetitivos de cortar cada vez que dizia a palavra chop. Eu fiquei tão surpresa, que tudo o que disse foi “Felizmente querida, eu não me lembro de cabeça sendo cortadas.” Mesmo assim ela respondera: “Mas isso realmente aconteceu e eu me lembro muito bem!”.
5. Eu estava indo tomar banho, no segundo andar da casa de minha tia quando vi minha priminha gatinhando nas escadas. Muito animada, ela fazias caretas enquanto se divertia na escada. Eu perguntei o que ela estava fazendo e ela disse: “Eu estou imitando a senhora de trança!”. Eu olhei em minha volta e não havia ninguém além de nós.
Então perguntei: “Onde está esta senhora April?”. Ela apontou para direção oposta da escada e fiz mais uma pergunta: “E o que ela está fazendo agora?” Ela responde: “Fazendo caretas”. Achando que era imaginação dela eu sorri, comecei a subir as escadas novamente quando April disse algo que me fez parar no caminho: “as tranças delas estão enroladas no pescoço!”. Voltei-me e pedi para ela repetir. April apontou e disse: “a senhora está enrolada com sua trança no pescoço… fazendo caretas”. Quando April imitou as caretas, percebi que possivelmente esta suposta senhora estava com falta de ar!
6. Certa noite, enquanto cuidava das crianças de meu amigo percebi que o mais novo, com cerca de cinco anos de idade fez um desenho de uma mulher pendurada no teto. Ele olhou para mim e disse: “Ela me disse para desenhar isto e está vindo atrás de você, se esconda!”.
7. Certa vez fui chamada para cuidar da minha priminha em Montana. Naquela noite ela começou a me contar sobre o “homem assustador” que fica no quarto dos pais. E eu de curiosa cometi o erro de perguntar com o que ele se parece. E ele respondeu: “Ah, ele não tem rosto!”.
8. A minha filha me disse uma vez que existe uma mulher que olha para ela enquanto assiste filmes em seu quarto e dorme no teto acima de sua cama quando se deita para dormir. Ela também disse que a mulher não gosta de mim e quer comer meu coração.
9. Quando meu filho tinha três anos, ele veio até nosso quarto e subiu na cama chorando. Eu perguntei o que estava errado, e ele disse que o homem gordo com um buraco cheio de sangue na cabeça tentava abrir a janela do seu quarto.
10. Meu irmão (4 anos mais novo que eu) cresceu com fobia de água, e certa noite enquanto dava banho nele perguntei por que ele estava tão assustado com a água. Ele olhou para mim e disse (e eu me lembro palavra por palavra): “Eu estava em um grande navio, quando batemos num iceberg. Aquele momento foi realmente muito agitado, o navio afundou e então eu fiquei com muito frio boiando nas águas frias e agitadas. Consegui chegar num lindo lugar quente e esperei até que minha família veio me buscar.”
Minha mãe ouviu a história toda e então o tirou daquele banho. O mais assustador desta história é que o meu irmão nasceu no dia 15 abril de 1992, e o Titanic afundou no dia 15 de abril de 1912!
Bônus: Quando o meu filho mais velho tinha 2 anos de idade, ele apontou para o nosso banheiro de hóspedes e perguntou: “Por que a menina na banheira está triste?”.

Via: Ah Duvido

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

On 02:18 by papa in , , ,    No comments
Hoje, a ciência exige que testes sejam conduzidos em um ambiente controlado e ético. Se a discussão ainda é polêmica quando se trata de experiências com animais, vale lembrar que, até bem recentemente, a experimentação científica em seres humanos era considerada aceitável, mesmo sem nenhuma cautela ou aprovação prévia.
Pior: em nome da descoberta, alguns pais arriscaram a vida ou a felicidade de seus próprios filhos, que se tornaram cobaias em experimentos horríveis. Confira:

6. O psicólogo que testou a resposta humana às cócegas acabando com a alegria de seu filho

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 6

Em 1933, o psicólogo Clarence Leuba queria descobrir se rir quando recebemos cócegas é um instinto com o qual nascemos, ou se é uma resposta que aprendemos a partir da observação de outras pessoas fazendo o mesmo.
Ele chegou à conclusão de que a melhor oportunidade para estudar isso era usando seu filho recém-nascido como cobaia.
No interesse da ciência, Leuba primeira proibiu todo o tipo de cócegas em sua casa, permitindo que ela fosse feita apenas durante os períodos especiais experimentais. Além disso, ele proibiu explicitamente sua esposa de rir na presença do garoto, para que ele nunca ouvisse tal som e acidentalmente o associasse com cócegas. Certamente, resolver essa questão era importante o suficiente para Leuba de forma que ele sacrificaria a alegria da infância de seu bebê para respondê-la.
E esse nem é o aspecto mais aterrador deste experimento. Para ter realmente certeza de que seu filho não seria influenciado por suas expressões faciais, Leuba usava uma máscara assustadora de papelão branca com fendas estreitas nos olhos ao fazer cocegas na criança, e em um esforço para não influenciar seu riso (já que ele não ganhou um Nobel, será que ele ganhou um prêmio de pior pai do mundo?).
Surpreendentemente, o garoto começou a rir, mas, de acordo com Leuba, a validade do teste foi arruinada por sua esposa, que confessou já ter rido na presença da criança, enquanto a balançava nos braços.
Leuba não se deixou vencer, no entanto. Não contente em arruinar os primeiros meses da vida de um filho, começou um segundo teste com sua segunda filha, impedindo qualquer riso em sua casa por sete meses, até que ela riu espontaneamente quando recebeu cócegas. Está aí sua resposta, Leuba. Feliz?

5. O homem que inventou a vacina contaminando seu filho com varíola

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 5

No final do século 18, o médico inglês Edward Jenner estava tentando provar sua teoria: que deliberadamente infectar as pessoas com uma doença bovina que não era grave, chamada de varíola bovina, lhes daria imunidade à varíola, uma doença desfigurante e potencialmente fatal.
Sabemos hoje que Jenner estava certo – o processo que ele inventou agora é chamado de vacinação -, mas, naquela época, sua teoria era baseada na observação de que as pessoas que trabalhavam com vacas não tendiam a pegar varíola.
Compreensivelmente, a comunidade científica não estava convencida por este pequeno fato para apoiar Jenner, de forma que o médico decidiu fazer o óbvio: infectar de propósito seu filho, Edward Jr., com ambas as doenças.
Inocular as pessoas daquela época não era tão simples quanto é hoje, ou seja, com uma picada no braço. O que Jenner realmente teve que fazer foi cortar o braço de seu filho e enfiar um monte de pus infectado ali.
Pior: Jenner não só fez isso com seu próprio filho, mas com várias crianças da vizinhança. Claro que, se ele estivesse errado e todos aqueles meninos contraíssem varíola e morressem da doença, Jenner provavelmente não seria conhecido como um herói da medicina, mas sim como mais um dos notórios assassinos em série ingleses como Jack, O Estripador, com um nome do tipo “O Monstro do Pus de Londres”.
Embora tenha demorado um pouco para que a vacinação realmente pegasse no mundo, hoje ela é uma das melhores coisas que a ciência já possibilitou à saúde humana.

4. O toxicologista que picou seu filho com uma água-viva mortal para ver se ela era mortal

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Em 1964, um toxicologista marinho australiano chamado Jack Barnes estava investigando a água-viva que ele achava ser responsável pela produção da “síndrome de Irukandji”, uma coleção de sintomas misteriosos que estava aparecendo em alguns nadadores australianos.
Barnes finalmente encontrou uma amostra da pequena água-viva que ele suspeitava ser a culpada em uma praia de Queensland, mas precisava testar se ela era realmente venenosa, e não apenas alguma água-viva não venenosa que não era digna de seu status como australiana. Então, testou a picada da água-viva em três pessoas: em si próprio, em um salva-vidas local e em seu filho de 9 anos de idade, Nick.
A síndrome de Irukandji é descrita por suas vítimas como uma dor pior do que o parto, insuportável até o ponto em que os sofredores muitas vezes pedem para morrer. No entanto, Barnes aparentemente concordou em picar seu filho só porque ele perguntou se podia tentar. Leuba, você se safou – o pior pai do ano é na verdade Barnes.
Como deveria ter sido completamente esperado, todos acabaram no hospital 20 minutos depois, contorcendo-se em convulsões e agonia, porque é isso que a síndrome causa. Felizmente, todas as “cobaias” se recuperaram muito bem, mas o jovem Nick admitiu mais tarde que realmente sentiu o desejo de morrer durante o calvário.
Vale a pena esclarecer que a Carukia barnesi, água-viva testada por Barnes, não é a única que causa a síndrome. Todo um grupo de animais chamados de cubozoários podem torturar vítimas com Irukandji.

3. O homem que praticamente aprisionou seu filho para lhe ensinar uma língua morta

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 3


Em 1881, o lituano nascido judeu Eliezer Ben-Yehuda emigrou para a Palestina e percebeu que todos os outros imigrantes judeus estavam falando um monte de línguas estrangeiras diferentes e não conseguiam se entender, o que tornava muito difícil para eles se organizarem como um povo. Ele concluiu que os judeus deveriam estar falando em uma língua comum, e que havia uma disponível – o hebraico. Problema: o hebraico não era falado como língua materna desde o século III aC.
Sendo assim, Ben-Yehuda decidiu que seu filho, Ittamar, teria o privilégio de ser o primeiro falador de hebraico nativo em alguns milhares de anos. Ia ser complicado – o hebraico do Antigo Testamento não tinha palavras para coisas como “trens a vapor”, então Ben-Yehuda teve que inventar grandes porções da linguagem de modo que fosse capaz de ensinar seu filho sobre tudo o que tinha acontecido no mundo desde o início do Império Romano.
Isso até que parece legal, exceto que, para que a criança aprendesse hebraico puro, e como apenas ele e seu pai falavam hebraico no mundo todo, Ittamar não estava autorizado a falar com qualquer outro ser humano, nunca. Quando os amigos da família visitavam sua casa, Ittamar era mandado para a cama, para que não ouvisse acidentalmente uma palavra não hebraica.
Quando Ben-Yehuda pegou sua esposa cantando para a criança em russo, ficou furioso e acabou quebrando uma mesa. Ben-Yehuda chegou até a proibir seu filho de escutar os ruídos produzidos por animais, o que não faz sentido, porque não é como se os burros locais zurrassem em uma versão animal árabe na orelha de Ittamar de propósito, em um esforço para minar todo o trabalho de Ben-Yehuda de ensinar hebraico a seu filho.
Felizmente, ao invés de tratar Ben-Yehuda como uma pessoa louca que temia conspirações animais, a comunidade judaica apoiou seus esforços e começou a ensinar hebraico para seus próprios filhos. Hoje, o hebraico é uma língua oficial de Israel, e o país todo (provavelmente) também sabe como cães e gatos soam.

2. Charles Darwin tratou seu filho como um estudo de caso

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 2

Você provavelmente conhece ou já ouviu falar do trabalho de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, com os animais. O que você talvez não saiba é que ele não conseguia desligar o modo “pesquisador” que havia dentro dele e trocá-lo pelo modo “pai”, de forma que quando teve William, criou seu filho da única maneira que sabia: como um biólogo.
Darwin passou os dois primeiros anos de vida de seu filho tomando notas sobre o comportamento do bebê. Não é porque ele queria publicar qualquer coisa – o artigo com suas “descobertas” não foi publicado até 37 anos mais tarde, como uma reflexão tardia -; ele só fez isso por puro hábito.
E como não aguentou apenas assistir e aprender, tomou a iniciativa de colocar o bebê através de uma série de experimentos comportamentais cada vez mais bizarros, como agitar vários objetos na frente de seu rosto para testar suas reações e levá-lo para um zoológico para descobrir quais animais o assustavam mais, revelando temores herdados de um passado humano selvagem.
Em um experimento, Darwin testou a reação de seu filho a mamas e ficou desapontado que a criança apenas percebeu o seio de sua mãe quando chegou bem perto, a sete a dez centímetros de distância, “como mostrado pela saliência de seus lábios e seus olhos tornando-se fixos, mas eu duvido muito que isso tinha alguma ligação com a visão; ele certamente não tocou o seio”.
Como se isso não fosse estranho o suficiente, Darwin se referia a William ocasionalmente como “it” em suas notas. Em inglês, o “it” é um pronome usado para coisas e animais, ao contrário de “he” e “she” (“ele” e “ela”, respectivamente), usados para pessoas. Vamos dar uma colher de chá para Darwin; ele provavelmente não via seu filho como uma coisa, ou pelo menos não o tempo todo.

1. O psicólogo que criou um chimpanzé como irmão de seu próprio filho

experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos 1

Na década de 1930, os cientistas ainda não sabiam exatamente quais partes da inteligência e comportamento humano eram inatas e quais eram causadas apenas por educação. Havia ainda a teoria de que alguns dos animais mais inteligentes, como os chimpanzés, não falavam ou tinham moral apenas porque ninguém nunca os criou como filhos, lendo-os histórias e ensinando-os a falar.
Mas como testar esta teoria? O psicólogo chamado Winthrop Kellogg decidiu levar para casa um jovem chimpanzé chamado Gua e criá-lo ao lado de seu filho recém-nascido Donald, de forma idêntica, só para ver o que aconteceria.
Winthrop também desenvolveu um sistema de testes em que Donald e Gua eram colocados um contra o outro, em uma batalha épica de bebê vs. chimpanzé (soa ilegal, não?). Kellogg testou coisas como destreza, memória, desenvolvimento da linguagem, obediência e a velha questão do que acontece quando você amarra um bebê a uma cadeira e o gira muito rápido (vide o vídeo abaixo).
Infelizmente, Kellogg não conseguiu criar o homem chimpanzé esperado. Gua basicamente permaneceu um chimpanzé, com comportamento de chimpanzé. E, enquanto não é possível tornar um chimpanzé mais humano apenas ao tratá-lo dessa maneira, humanos “des-evoluem” muito rápido. A experiência de Kellogg teve efeitos colaterais inesperados para Donald, que começou a agir como um chimpanzé. O experimento teve de ser interrompido quando a criança não parou de correr e morder as pessoas.
Então, da próxima vez que você for julgar pessoas que postam fotos constrangedores de seus filhos no Facebook, lembre-se que poderia ser pior. Pelos menos uma criança criada ao lado de um chimpanzé ainda tem vídeos no Youtube, quase 100 anos depois, de seus pais disparando armas ao seu lado só para ver o que acontece.


Fonte:  Cracked

Via: Hypescience