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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aquela fragrância estranha que aparece depois de uma chuvarada, especialmente nas áreas rurais, é causada por uma bactéria. Parece esquisito, mas é isso mesmo: quando as primeiras gotas de chuva atingem o chão, a camada superficial do solo fica toda bagunçada. Com o impacto dos pingos d’água, as partículas que repousam na faixa externa de terra são impulsionadas para o ar e se misturam com o vapor em suspensão, gerando uma espécie de spray úmido. Além de gotículas de água, esse spray também contém minúsculos grãos de terra e colônias de Streptomyces, um gênero de bactéria que cresce naturalmente no solo com umidade. Nas épocas de seca, a Streptomyces entra em uma espécie de hibernação, que os cientistas chamam de estado de latência. "Nessa fase, a bactéria continua viva, mas não se reproduz porque não há umidade suficiente", afirma o engenheiro agrônomo Miguel Angelo Maniero, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Tudo muda quando chega a chuva: a água ativa a capacidade reprodutiva da Streptomyces, fazendo com que ela libere no ar milhares de células reprodutoras, chamadas de esporos. Além de gerar novos seres, o processo de reprodução faz com que os esporos exalem o característico odor da chuva. "O curioso é que os cientistas perceberam esse fato quando estudavam a bactéria em laboratório. Analisando as culturas de Streptomyces, os pesquisadores notaram que as lâminas com colônias tinham um odor igualzinho ao do solo depois de uma tempestade", diz Miguel. Vale lembrar que a Streptomyces não faz mal nenhum à saúde humana - na verdade, o que ocorre é justamente o contrário: muitas das espécies desse gênero servem como matéria-prima para a fabricação de antibióticos.
Gotas milagrosasOs pingos despertam microrganismos que criam esse odor característico
1 - Logo que começa a chuva, as primeiras gotas que caem geram um abalo que impulsiona para a atmosfera algumas partículas da camada mais superficial do solo. Além de minúsculos grãos de terra, o impacto lança ao ar colônias de Streptomyces, um gênero de bactéria que vive no solo
2 - Em épocas de seca, as Streptomyces ficam no chamado estado de latência, uma espécie de hibernação em que as bactérias continuam vivas, mas sem poder se reproduzir. Basta o contato com a umidade do vapor d’água no ar para que as Streptomyces passem a se multiplicar
3 - Na reprodução, as bactérias liberam milhares de células reprodutoras, chamadas de esporos. São eles que dão origem a novos seres e exalam o cheiro da chuva. Se estamos próximos a uma área com Streptomyces, percebemos o perfume porque inalamos os esporos que ficam suspensos no ar

Via: Mundo Estranho

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Você conhece a Alquimia? A Alquimia era uma “ciência”,  pai e mãe da Química e foi derrubada há séculos pelos homens da Ciência que  julgaram ela uma prática de farsante,  já que segundo eles seria impossível produzir “ouro”…. ou pelo menos era!

Cientistas da Michigan State University descobriram uma nova bactéria que produz ouro. Nos testes de laboratório, uma colônia de micro-organismos Cupriavidus metalliduran conseguiu produzir 24 quilates do metal. Ao contrário da maioria das bactérias, esta espécie sobrevive mesmo exposta a altas concentrações de cloreto de ouro.

Para produzir o precioso metal, os pesquisadores Kazem Kashefi e Adam Brown alimentaram as bactérias com cloreto de ouro, substância altamente tóxica. No entanto, os micro-organismos se mostraram resistentes à propriedade, e, em sete dias, conseguiram transformar a substância no ouro. De acordo com os cientistas, que chamaram o processo de “alquimia bacteriana”, é bem provável que o elemento produza ouro na natureza de forma espontânea.

O método de extração do metal produzido pelas bactérias dispensa o garimpo, causando um menor impacto no meio ambiente. No entanto, como a técnica ainda tem altos custos para comercialização, os criadores do ouro orgânico montaram uma exposição de arte e ciência para apresentar o elemento valioso, chamada de The Great Work of The Metal Lover, montada em Linz, na Áustria, até o começo de outubro.

 A instalação artística funciona como um laboratório, onde foi instalado um sistema vivo de bactérias, que reagem com a substância e produzem o metal precioso. O equipamento conta com uma estrutura banhada a ouro, um birreator de vidro e os microorganismos – que vão produzindo maiores quantidades do metal com o passar das semanas. A instalação criada pelos pesquisadores da Michigan State University foi premiada pelo concurso austríaco Prix Ars Electronica.

É amigo, quem diria que alguém conseguiria reviver a Alquimia séculos após a sua morte, hein?! Para Ciência o impossível é só uma questão de tempo!