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sábado, 2 de novembro de 2013



O eminente cientista australiano Professor Frank Fenner, que ajudou a erradicar a varíola, prevê que os seres humanos provavelmente serão extintos dentro de 100 anos, por causa da superpopulação, a destruição ambiental e mudanças climáticas.
 
Segundo suas próprias palavras, "vamos sofrer o mesmo destino que o povo da Ilha de Páscoa."
Tendo o título de professor emérito de microbiologia na Universidade Nacional Australiana (ANU), diz que o homo sapiens não será capaz de sobreviver à explosão populacional e consumo "desenfreado", e extinguirá-se, talvez dentro de um século, junto com muitas outras espécies. Os dados oficiais das Nações Unidas desde o ano passado estimam a população humana seja de 6,8 bilhões, e está previsto para passar sete bilhões no próximo ano.
 
Ele tenta não expressar seu pessimismo não porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa, mas porque as pessoas continuam cometendo os mesmos erros. Ele disse que acredita que a situação é irreversível, e que é tarde demais, porque os efeitos que tiveram na Terra, desde a industrialização (período conhecido agora pelos cientistas não oficialmente como oAnthropocene) rivaliza qualquer efeito das idades de gelo ou de impactos de cometas.
 
Fenner disse que a mudança climática é apenas no seu início, mas é provável que seja a causa da nossa extinção.
 

A Ilha de Páscoa é famosa por suas enormes estátuas de pedra. O povo polinésio lá se estabeleceu, no que era então uma ilha tropical intocada, em meados do primeiro milênio AC. A população cresceu lentamente, e em seguida explodiu. Enquanto a população cresceu, florestas foram dizimadas e todos os animais se tornaram extintos, ambas com conseqüências devastadoras. Depois de cerca de 1600 a civilização entrou em colapso, e tinha praticamente desaparecido em meados do século 19. O biólogo evolucionista Jared Diamond disse que os paralelos entre o que aconteceu na Ilha de Páscoa e o que está ocorrendo hoje no planeta como um todo são "assustadoramente óbvios."

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

On 11:53 by papa in , , ,    No comments
O doutor Sam Parnia é considerado um dos maiores especialistas mundiais em estudos científicos sobre a morte, o estado da mente humana e as chamadas “experiências de quase morte”.
Além de ser professor, ele comanda grupos de pesquisas sobre a ressurreição em hospitais do Reino Unido e na Cornell University, em Nova York. Fundou o Projeto Consciência Humana, na Universidade de Southampton e atualmente conduz um estudo acadêmico inovador. Em colaboração com vários centros médicos de todo o mundo, sua finalidade é descobrir cientificamente o que acontece quando morremos.
Cientista diz estar próximo de desenvolver técnica que ressuscita os mortos
Os especialistas afirmam que a ressurreição é possível e novas metodologias devem ser espalhadas por todo o mundo. Com isso, será possível salvar mais pessoas. Parnia escreveu um novo livro reunindo todos os conselhos e análise sobre a experiência global desta prática.
O título curioso da obra é “O Efeito Lázaro”, lembrando a narrativa bíblica sobre o homem ressuscitado por Jesus. Segundo Parnia, a técnica mais eficaz é arrefecer o corpo (usando gel, com cateteres) para reduzir a atividade metabólica das células e usando-se uma máquina específica: um oxigenador de membranas, que ativa a circulação e a oxigenação do  sangue . Essas máquinas já estão em uso no Japão  e Coréia do Sul.
Segundo o autor, tal tecnologia permite que as pessoas levantem do mortos até sete horas após seu coração parar de bater.  O processo ainda é complicado, demorado, e caro, mas já se mostrou possível. As células cerebrais, as mais delicadas, podem ser cultivadas em laboratório até quatro horas após a morte de uma pessoa.
Cientista diz estar próximo de desenvolver técnica que ressuscita os mortos
Esse tipo de técnica foi usada por médicos no ano passado para “ressuscitar” o meia Fabrice Muamba(do Bolton), que  foi dado como morto durante um jogo de futebol entre sua equipe e o Tottenham pela Taça de Inglaterra. O jogador  teve um ataque cardíaco fulminante e ficou mais de uma hora sem respirar. Em junho foi pai pela segunda vez e não teve nenhuma sequela séria.
O doutor Parnia acredita que, daqui a algum tempo, a recuperação total após várias horas sem batimentos cardíacos será algo possível. Ele explica que as células do nosso corpo tem duração diferente após a morte. Ou seja, nas primeiras 24 horas são as do cérebro, depois as células de gordura. Células da pele e dos ossos duram até quatro dias. Ou seja, parece que morremos em prestações.
Segundo o livro, os números surpreendentes de pessoas que tiveram as chamadas experiências de quase morte relatam que é possível lembrar do que aconteceu minutos ou até horas após serem dados como mortos. Embora eles tenham voltado à vida espontaneamente, para os médicos esse é um fator determinante na percepção de que a vida vai além dos sinais vitais. Com informações RT e Daily Mail
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Fonte: Gospel Prime

domingo, 29 de setembro de 2013

On 10:55 by papa in , , ,    No comments
Todos os roteiros do seriado favorito dos nerds passam pelas mãos do físico David Saltzberg. Ele revisa e corrige os erros que podem aparecer nas falas dos personagens. Às vezes, é ele quem dá o toque científico às cenas. Nesta entrevista, Saltzberg fala sobre o trabalho como consultor científico da série.
Além de revisar o script, você pode sugerir assuntos científicos. Você é livre para falar sobre o que quiser?
Às vezes, os escritores só querem que eu complete com algo que tenha a ver com o episódio. Mas, quando posso escolher, prefiro colocar coisas sobre física elementar, coisas que você aprende no primeiro ano. Por exemplo, gosto quando Sheldon ensina física para a Penny, como quando eles estão puxando uma caixa para o andar de cima e falam sobre isso. Gosto porque assim a maior parte das pessoas pode entender. Mas também é divertido colocar algo bem específico, novo, porque depois eu recebo e-mail das pessoas dizendo ¿ei, eu vi isso no programa!¿.
Você conversa com os atores? Ou só com os escritores?
Eu falo mais com os escritores. É incrível como os atores fazem tudo certinho, mesmo sem falar muito comigo. Quer dizer, eu os vejo, falo com eles, mas geralmente não conversamos muito sobre ciência. E o incrível é que eles não só falam com a pronúncia correta, como também entendem o resumo das teorias. Eles também pesquisam, quando recebem o script, para saber do que se trata o assunto. Apenas uma vez o Sheldon pronunciou uma palavra errada, então precisei falar com ele. Mas dificilmente isso acontece.
Você é responsável pelas fórmulas escritas nas lousas da série. Qual é o seu critério?
É uma escolha pessoal. Às vezes as equações têm alguma relação com o assunto das discussões que os personagens fazem. Por exemplo, quando Howard estava para ir ao espaço, havia umas equações sobre sondas orbitais. Quando aparecem pedaços de ciência nos diálogos, eu coloco as equações sobre esse assunto. Mas, se não há nada, opto por coisas de física contemporânea ou estudos recentes. Ou coloco coisas que eu gosto mesmo.
Já deixou passar algum erro?
Algumas temporadas atrás, eles estavam perseguindo um grilo no apartamento, que cantava de um jeito específico. E o canto dos grilos varia de acordo com a temperatura. Então há uma equação feita para descobrir a temperatura por meio do canto dos grilos. Quem a formulou foi o cientista A. E. Dolbear. E no script o primeiro nome estava como Emile, e deixei passar, mesmo sabendo que o primeiro nome era Amos. E eu percebi o erro só depois do episódio ir ao ar, e me senti mal. O neto dele entrou em contato comigo para nos corrigir. Eu me desculpei e o convidei para assistir a uma gravação.
Você é o cientista mais próximo dos personagens, então pode ser uma espécie de inspiração para eles. Você já se viu em algum diálogo, em uma maneira de agir?
Acho que todos nós temos esses momentos quando Leonard ou Sheldon dizem alguma coisa, e você já disse exatamente a mesma coisa anos atrás. É esquisito. Mas não acho que eles estejam se baseando em mim. Qualquer cientista pode se ver na série.
Já sugeriu alguma piada?
No começo eu tentava sugerir, mas parei. Eles são muito mais engraçados do que eu.