sábado, 8 de junho de 2013

Durante certo tempo as condições de nosso meio forçaram nossa espécie e os hominídeos que nos antecederam, a superar suas próprias habilidades para sobreviver. A combinação de um meio sumamente hostil e a desvantagem física de nossos corpos, determinou o desenvolvimento de capacidades cognitivas superiores que ao final nos permitiram chegar no ponto onde nos encontramos. No homem, a evolução converteu-se na civilização que assegurou sua sobrevivência.

Com o tempo dito processo civilizatório instalou-nos em uma zona de conforto que, de acordo com uma pesquisa recente, poderia significar uma regressão em nossa inteligência como espécie.

Essa é a sugestão do grupo de pesquisadores dirigidos por Gerald Crabtree, da Universidade de Stanford, para quem “o desenvolvimento de nossas habilidades intelectuais e a otimização de centenas de genes de inteligência provavelmente ocorreram em grupos relativamente não verbais, dispersos, de pessoas anteriores a nossos ancestrais que emergiram na África”. No entanto, com a descoberta da agricultura e o sedentarismo derivado desta, é possível que tenhamos perdido a necessidade de conservar dita informação genética.

“Um caçador-coletor que não concebia corretamente uma solução para ter suficiente alimento ou refúgio provavelmente morria, junto com sua progênie, enquanto um executivo moderno de Wall Street que incorre um erro conceitual parecido poderia receber um abono substancial e ser um homem mais atraente. Claramente, a seleção extrema é coisa do passado”, escrevem os pesquisadores.

Neste contexto, os entre 2 mil e 5 mil genes que determinam nossa inteligência, sumamente sensíveis a mudanças que causam danos e mutações, poderiam ter sofrido ao menos um par de modificações cruciais no indivíduo mediano que o fariam menos inteligente que seus antecessores evolutivos.

Por que então a média de QI mundial aumentou notavelmente nos últimos 100 anos, segundo o fenômeno conhecido como “efeito Flynn”? Não é por uma qüestão genética, asseguram os pesquisadores, senão por circunstâncias como o cuidado parental antes do nascimento, a melhora na alimentação e a redução à exposição de químicos como o chumbo e a facilidade na busca de informação.

Por outro lado, outros pesquisadores sugerem que o ser humano não se está se tornando menos inteligente, senão que está desenvolvendo outras capacidades cognitivas menos relacionadas com a adaptação ao meio.

 FONTE: MDIG , HUFF POST

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